A deputada estadual e presidente do MDB em Mato Grosso, Janaina Riva, deu o tom das articulações para a sucessão estadual ao comentar a possibilidade de compor a chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Durante conversa com a imprensa, a parlamentar definiu a aliança como “difícil, mas não impossível”, sinalizando que, apesar do atual distanciamento político, o diálogo não foi encerrado.
Embora o foco público de Janaina seja a viabilização de sua candidatura ao Senado Federal, a tônica de sua fala revela uma abertura estratégica para as negociações majoritárias. A deputada ressaltou que sua posição como líder partidária a obriga a ouvir todas as correntes políticas antes de qualquer definição convencional, visando o fortalecimento da bancada estadual e federal do MDB.
Janaina Riva tem rechaçado a tese de figurar como vice, mantendo o discurso de que seu único projeto majoritário é a disputa por uma cadeira no Senado Federal. Além disso, há uma forte resistência de alas do PL à inclusão da emedebista na chapa governista, como por exemplo nomes com o deputado federal José Medeiros, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini e o deputado estadual Gilberto Cattani, todos do PL.
O cenário de aproximação ganha contornos singulares devido à conexão dela como o senador Wellington Fagundes (PL), nome da legenda para a disputa ao Governo do Estado. Janaina é nora de Wellingonton.
A articulação é considerada complexa nos bastidores devido ao posicionamento de oposição que a parlamentar adotou em relação ao grupo de Mauro Mendes (União Brasil), principal fiador da reeleição de Pivetta.
No entanto, ao não fechar as portas para uma aliança, Janaina Riva mantém o partido em posição de destaque na mesa de negociações, condicionando qualquer acordo à convergência de interesses dos 32 pré-candidatos que o grupo emedebista pretende lançar no próximo ano.