O que era para ser uma viagem de celebração e descanso em uma das praias mais bonitas do Brasil, praia do Francês em Maceió, transformou-se em um pesadelo para a família do cabeleireiro Ery Gomes, 34 anos, conhecido por atuar no salão no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Em um depoimento emocionante e carregado de dor concedido ao portal 24 horas MT, o marido da vítima, detalhou os últimos momentos antes da crise alérgica fatal que tirou a vida de seu companheiro.
O Início do Incidente
Segundo o relato, o casal chegou à praia por volta das 10h da manhã. Após um banho de mar e momentos de descontração, decidiram experimentar a culinária local. Inicialmente, comeram um acarajé que, curiosamente, não era de frutos do mar, mas de carne seca — algo que ambos nunca haviam provado.
A situação mudou drasticamente por volta das 13h, enquanto aguardavam o almoço. Um vendedor ambulante ofereceu caranguejo. Apesar de um receio inicial, o cabeleireiro decidiu experimentar.
"Eu perguntei se não ia ter problema, ele disse que achava que não tinha nada a ver. Ele comeu... um minuto depois, começou a sentir a garganta coçar", relembrou o esposo.
Luta Contra o Tempo
A reação alérgica foi fulminante. Devido a uma chuva repentina, o grupo se deslocou para uma área coberta próxima. Ao chegarem ao local, o cabeleireiro já apresentava graves dificuldades respiratórias. Ele sofria de bronquite asmática e fazia uso de "bombinha", tendo utilizado o medicamento quatro vezes em um curto intervalo de tempo após a ingestão do crustáceo.
A família entrou em desespero, buscando socorro imediato. Uma prima, que é farmacêutica, tentou administrar medicação, mas a vítima já estava desmaiada. No local, houve tentativa de reanimação e uso de oxigênio, mas a aplicação de adrenalina — crucial em casos de choque anafilático — não pôde ser realizada pela equipe presente por falta de preparo específico, segundo o relato.
Desfecho Fatal
O cabeleireiro foi encaminhado às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, mas, infelizmente, não resistiu. O caso levanta discussões importantes sobre a prontidão de primeiros socorros em áreas turísticas e o perigo extremo das alergias alimentares em indivíduos com histórico de problemas respiratórios.
Com informações de: 24 horas MT