Revolta, indignação e o desejo de justiça são sentimentos que acompanham a Daniele Pociano nos últimos dias. Ela viveu o que todas as mães que precisam deixar os filhos aos cuidados de terceiros temem: saber que seu filho foi agredido em um ambiente que devia ser seguro e acolhedor.
Tudo teria ocorrido na extensão da Creche Professora Lucinara no setor Vila Nova, onde a criança de dois anos estuda e passa maior parte do dia.
De acordo com a mãe, o próprio diretor da instituição entrou em contato relatando que havia uma suspeita de que o menino teria sofrido agressão. Conforme relatos, uma técnica de desenvolvimento infantil (TDI) de 22 anos, que atua no período da tarde, beliscou a língua da criança. O fato teria sido testemunhado por outra funcionária que levou o caso à direção.
Apesar da instituição ter ciência da agressão, a TDI seguiu trabalhando até o fim da semana, situação que para a Daniele não deveria ter ocorrido. Ela ainda questiona o fato de a secretaria de educação não ter entrado em contato para ofertar algum tipo de suporte. “Cadê a secretaria de educação que não entrou em contato comigo, que não perguntou ainda o que meu filho precisa. Como mãe qual vai ser a minha situação agora?”, indaga Daniele.
A Secretaria Municipal de Educação informou que já adotou as providências necessárias e afastou a profissional das funções, durante o processo de apuração.