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Alerta na Educação: fiscalização em Cuiabá pode desencadear investigação em todo o estado de Mato Grosso

Da redação

02/06/2026 - 15:18 | Atualizada em 02/06/2026 - 15:28

Alerta na Educação: fiscalização em Cuiabá pode  desencadear investigação em todo o estado de Mato Grosso

Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT),

Foto: Reprodução

Em uma reviravolta que promete movimentar os bastidores políticos e administrativos de Mato Grosso, uma fiscalização em andamento na capital, Cuiabá, pode ser o estopim para uma auditoria generalizada em solo mato-grossense. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) se prepara para passar um pente fino nos contratos de aquisição de materiais didáticos após a identificação de um dado alarmante.

​O Número do Alerta: 62%

​De acordo com informações do sistema de controle do órgão, 62% de todo o material escolar comercializado no estado é adquirido por meio de inexigibilidade de licitação. Esse mecanismo, previsto em lei para casos específicos onde a competição é inviável (como fornecedores exclusivos), saltou aos olhos das autoridades pelo volume expressivo de aplicação.

​A suspeita que paira sobre o modelo adotado em Cuiabá acendeu o sinal vermelho, indicando que o mesmo padrão de compras pode estar sendo replicado de forma irregular em outras regiões.

​Devassa nas Prefeituras e Secretarias

​Diante do cenário, a corte de contas sinalizou que a apuração não ficará restrita à capital. O plano de ação prevê uma varredura completa que incluirá:

​Todas as prefeituras municipais;
​Todas as Secretarias de Educação municipais;

​A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT).
​O foco principal será avaliar a legalidade e a transparência por trás da escolha dos materiais escolares e dos kits pedagógicos — que abrangem desde apostilas do ensino fundamental até materiais voltados à saúde e higiene bucal.

​O que diz a lei?

A inexigibilidade deve ser a exceção, e não a regra. Quando a maior parte do orçamento de uma pasta é direcionada sem concorrência, o papel dos órgãos de controle é garantir que o dinheiro público não esteja sendo malversado ou direcionado para favorecer empresas específicas.
​O desdobramento desta fiscalização promete colocar gestores públicos de dezenas de municípios sob forte pressão nos próximos meses.
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