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Domingo, 7 de junho de 2026
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"Não vejo vantagem política nisso", diz Cattani sobre ida de Wellington ao "Gilmarpalooza"

Deputado questiona participação de senador em evento promovido por ministro do STF e cita perseguição a bolsonaristas

Foto: Portal Agência da Notícia

O deputado estadual Gilberto Cattani criticou nesta terça-feira (02) a participação do senador Wellington Fagundes no Fórum de Lisboa, evento realizado em Portugal e organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O encontro ficou conhecido como "Gilmarpalooza".

Cattani afirmou que considera a participação incoerente diante das críticas feitas por lideranças e eleitores da direita às decisões tomadas pelo STF nos últimos anos. Segundo o parlamentar, diversos mato-grossenses foram atingidos por medidas judiciais relacionadas a ações conduzidas pela Corte.

“Temos dezenas de mato-grossenses tornozelados. Alguns tiveram áreas de terra embargadas, caminhões apreendidos e contas bancárias bloqueadas justamente por se manifestarem, o que deveria ser um direito básico de todos nós”, declarou.

Cattani também citou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro ao questionar o tratamento dado a figuras ligadas ao campo conservador. “Além disso, nós temos o presidente Jair Bolsonaro, que não está na lista do Petrolão, do Mensalão, nem em nenhuma lista de corrupção, e está na cadeira, enquanto pessoas envolvidas nesses escândalos estão no poder. E quem fez tudo isso é justamente o STF, que é representado aqui em Mato Grosso pelo ministro Gilmar Mendes”, afirmou.

Para o deputado, a participação de Wellington Fagundes no evento passa uma mensagem equivocada para os eleitores que acompanham esse cenário político.

“Ele sabe da minha opinião. Não estou falando nada pelas costas. Eu não concordo com esse tipo de atitude. Não sei o que pode haver de vantagem nisso politicamente falando. Eu acredito que só desvantagem”, disse.
Cattani ressaltou que cabe à população avaliar o posicionamento de seus representantes. “Eu acho que não deveria acontecer, mas ele é livre para fazer o que bem entender e agir da maneira que entende. O eleitor de Mato Grosso também é livre e nós temos a certeza de que o nosso eleitor está ciente de todas as situações. Eu acho que não precisaria disso numa altura como essa”, concluiu.
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