O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (12) que o Comando Sul das Forças Armadas americanas realizou um “ataque cinético rápido e letal” que resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, principal líder da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua. A operação foi coordenada com autoridades venezuelanas e representa uma escalada significativa no combate a organizações transnacionais ligadas ao narcotráfico, extorsão e terrorismo.
De acordo com o anúncio feito por Trump em sua rede Truth Social, o ataque foi executado “sob minhas ordens” e eliminou um dos criminosos mais procurados da América Latina. “Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta Terra”, escreveu o presidente americano, acompanhando a postagem com um vídeo que mostra o momento do impacto no alvo. O secretário de Defesa Pete Hegseth confirmou a realização da operação no início da semana.
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, de 42 anos, transformou o Tren de Aragua — originário das prisões venezuelanas, especialmente Tocorón — em uma das facções mais perigosas da região, com ramificações no Brasil, Colômbia, Peru, Chile e até nos Estados Unidos. O grupo é acusado de envolvimento em tráfico de drogas, extorsão, tráfico humano, homicídios por encomenda e ataques a dissidentes e forças de segurança.
Os EUA haviam designado o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira e ofereciam recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à captura de Guerrero. Ele respondia a acusações graves, incluindo conspiração para fornecer apoio material a terroristas e crimes de racketeering (RICO).
A ação ocorreu em solo venezuelano, provavelmente no estado de Bolívar, e contou com a colaboração das autoridades de Caracas — algo incomum dado o histórico de relações tensas. O governo venezuelano confirmou a “neutralização” de Guerrero durante confrontos com grupos criminosos.