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Sábado, 18 de julho de 2026
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Trump anuncia morte de líder do Tren de Aragua em operação militar dos EUA na Venezuela

Trump anuncia morte de líder do Tren de Aragua em operação militar dos EUA na Venezuela

Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (12) que o Comando Sul das Forças Armadas americanas realizou um “ataque cinético rápido e letal” que resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, principal líder da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua. A operação foi coordenada com autoridades venezuelanas e representa uma escalada significativa no combate a organizações transnacionais ligadas ao narcotráfico, extorsão e terrorismo.

De acordo com o anúncio feito por Trump em sua rede Truth Social, o ataque foi executado “sob minhas ordens” e eliminou um dos criminosos mais procurados da América Latina. “Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta Terra”, escreveu o presidente americano, acompanhando a postagem com um vídeo que mostra o momento do impacto no alvo. O secretário de Defesa Pete Hegseth confirmou a realização da operação no início da semana. 

Héctor Rusthenford Guerrero Flores, de 42 anos, transformou o Tren de Aragua — originário das prisões venezuelanas, especialmente Tocorón — em uma das facções mais perigosas da região, com ramificações no Brasil, Colômbia, Peru, Chile e até nos Estados Unidos. O grupo é acusado de envolvimento em tráfico de drogas, extorsão, tráfico humano, homicídios por encomenda e ataques a dissidentes e forças de segurança.

Os EUA haviam designado o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira e ofereciam recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à captura de Guerrero. Ele respondia a acusações graves, incluindo conspiração para fornecer apoio material a terroristas e crimes de racketeering (RICO).

A ação ocorreu em solo venezuelano, provavelmente no estado de Bolívar, e contou com a colaboração das autoridades de Caracas — algo incomum dado o histórico de relações tensas. O governo venezuelano confirmou a “neutralização” de Guerrero durante confrontos com grupos criminosos.
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