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Sexta-feira, 10 de julho de 2026
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Dólar sobe à espera de PIB dos EUA e de olho em fluxo

Na véspera, moeda dos EUA subiu 0,42%, vendida a R$ 3,1555. Em duas sessões, dólar avançou 1,58%. No mês, ainda há queda de 3%.

 O dólar opera em alta nesta sexta-feira (28), mantendo o movimento dos últimos dias, em meio à expectativa da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre. A valorização, entretanto, pode ser contida pelo fluxo de ingresso de recursos com o prazo para regularização de ativos brasileiros no exterior perto do final, segundo a Reuters.

Às 9h29, a moeda norte-americana subia 0,47%, vendida a R$ 3,1705. Veja a cotação do dólar hoje.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, alta de 0,21%, a R$ 3,1622

Repatriação de recursos
Nos últimos dias, o câmbio tem sido pressionado pela expectativa de maior ingresso de fluxo de recursos do exterior.

O prazo para regularização de recursos de brasileiros no exterior termina no próximo dia 31 de outubro. A Receita Federal informou que a arrecadação com multa e imposto no âmbito do programa chegou a R$ 40,1 bilhões até o início da manhã da quinta-feira.

O Banco Central decidiu ampliar o horário de encerramento do registro de operações de câmbio das 19h para as 23h entre os dias 26 e 31 de outubro. A medida visa facilitar a adesão de contribuintes ao programa de repatriação, que permite aos brasileiros regularizar bens no exterior que não estão declarados à Receita Federal.

A expectativa de fortes entradas de recursos com a repatriação favoreceria, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, o preço tende a cair.

Cenário externo
A moeda norte-americana sobe também pela proximidade da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, na próxima semana, e das eleições presidenciais, no dia 8 de novembro.

Atuação do BC
O Banco Central realiza nesta manhã leilão de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda, com oferta de até 5 mil contratos. Com essa modalidade de leilão, o BC busca controlar fortes quedas do dólar.

A autoridade monetária deixou de ofertar swaps para 1º de novembro, após informar que não anularia os swaps tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - para esta data por conta da expectativa de forte entrada de recursos nestes dias com a regularização de ativos. Nessa modalidade de leilão, o BC busca controlar uma alta intensa da moeda norte-americana.

Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares

Na véspera, o dólar subiu 0,42%, vendido a R$ 3,1555, acumulando em duas sessões valorização de 1,58%.
Na parcial do mês, o dólar acumula queda de 3% ante o real. No ano, o recuo é de 20%.
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