A morte repentina de pastagens no médio e norte Araguaia tem preocupado pecuaristas e pequenos produtores. A plantação de braquiária são as mais atingidas e os prejuízos ainda estão sendo calculados.
De acordo com o agrônomo Luiz Carlos, um dos fatores pode ser a fragilidade do solo na região. "A preocupação com adubação e correção de solo não é tão frequente nos pecuaristas como com os agricultores e com isso, ao passar dos anos, o solo vai se fragilizando. O que facilita a ação de pragas, como as que vem atacando no Araguaia", destacou o agrônomo.
As mortes de pastagens não são novidades na região, a cerca de cinco anos elas são registradas regularmente pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e trazem prejuízos ao ruralistas. A planta, que seria usada para o alimento do gado, acaba seca e sem utilidade.
Uma das solução, de acordo com Luiz Carlos, é a rotatividade. "Fazer a rotatividade é importante, mas a correção e adubação são fundamentais", concluiu Luiz Carlos. A região do Norte Araguaia tem um dos maiores rebanhos do estado, com destaques em São José do Xingu e Vila Rica.
O Indea faz coleta e pesquisas nas áreas requisitadas pelos pecuaristas da região.
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