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Índio Karajá de São Félix do Araguaia é aprovado na categoria de base do Goiás

O garoto é descendente da tribo Karajá, localizada nas proximidades da cidade de São Felix do Araguaia.

Redação

01/10/2018 - 07:48 | Atualizada em 01/10/2018 - 08:26

Índio Karajá de São Félix do Araguaia é aprovado na categoria de base do Goiás

Foto: Agência da Notícia/Reprodução

Alex Karajá, oriundo de tribo no estado do Mato Grosso, estreou no Sub15 com a camisa do Goiás Esporte Clube, na vitória por 4 a 1 sobre a Campineira.

Aprovado em um teste na categoria de base, o índio Karajá, vem se destacando nos treinamentos junto à comissão técnica comandada por Guará, ex-atleta do Goiás. Inscrito no BID da CBF, o garoto foi relacionado para sua primeira partida oficial e esteve em campo na vitória do Sub15 por 4 a 1, contra a Campineira no CT Edmo Pinheiro.

Filho de Herenaki Karajá e Texibre Karajá, o garoto é descendente da tribo Karajá, localizada nas proximidades da cidade de São Felix do Araguaia / MT. Alex comenta que na tribo seus familiares jogam futebol todos os dias, a paixão pelo esporte é geral.

Destaque junto à garotada do Sub15, Alex Karajá já caiu na graça dos demais integrantes do elenco, cotidianamente os atletas aprendem algo da cultura do indígena, uma relevante troca de conhecimento e ganho cultural para toda comunidade da base esmeraldina.

Índios Karajá

O nome deste povo na própria língua é Iny, ou seja, "nós". O nome Karajá não é a auto-denominação original. É um nome tupi que se aproxima do significado de "macaco grande". As primeiras fontes do século XVI e XVII, embora incertas, já apresentavam as grafias "Caraiaúnas" ou " Carajaúna". Ehrenreich, em 1888, propôs a grafia Carajahí, mas Krause, em 1908, desfaz as confusões de nomes e consagra a grafia Karajá.

Habitantes seculares das margens do rio Araguaia nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, osKarajá que vivem hoje distribuídos em aldeias têm uma longa convivência com a Sociedade Nacional o que no entanto, não os impediu em manter costumes tradicionais do grupo como: a língua nativa, as bonecas de cerâmica, as pescarias familiares, os rituais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky), os enfeites plumários, a cestaria e artesanato em madeira e ainda as pinturas corporais, como os característicos dois círculos na face. Ao mesmo tempo, buscam a convivência temporária nas cidades para adquirir meios de reivindicar seus direitos como a demarcação e manutenção de suas terras, o acesso à saúde e educação bilingüe.
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