Oprefeito Emanuel Pinheiro (MDB) ainda não decidiu quem vai apoiar na eleição suplementar ao Senado, que acontece em 15 de novembro, junto ao 1º turno da eleições municipais adiadas por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Argumenta que está mais preocupado com a decisão sobre concorrer à reeleição ou definir o pré-candidato do seu grupo político formado por 9 partidos (MDB, PTB, PP, PV, Republicanos, PL, PSB, PSDB e PTC), que ainda deve agregar mais dois nos próximos dias.“Estou focado no combate a Covid-19, mas sei que temos um legado de grandes obras estruturantes e compromisso com a população cuiabana para dar continuidade. Por isso, antes de qualquer definição sobre a eleição suplementar ao Senado, preciso definir a situação em Cuiabá. No momento não há decisão sobre candidatura a reeleição, mas o período eleitoral se aproxima. Então, preciso me preocupar com o futuro político da nossa Capital em primeiro lugar”, ponderou Emanuel em entrevista ao .O MDB está fechado com o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) na disputa ao Senado. Além disso, tem forte ligação com o ex-governador Júlio Campos (DEM), confirmado como 1º suplente na chapa do ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB).
Como se não bastasse, circula a informação que o presidente da Câmara, Misael Galvão, e o vereador Adevair Cabral, ambos do PTB, estavam com Pivettta. No entanto, por orientação de Emanuel, migraram para o grupo de Fávaro.
A situação reforça as especulações sobre o posicionamento de Emanuel na eleição suplementar ao Senado. A possibilidade de o prefeito permanecer neutro, pelo menos publicamente, não está descartada.
Coordenação
O secretário municipal de Obras Públicas Vanderlúcio Rodrigues da Silva (PP) deixou o cargo para que assumir a coordenação da campanha do grupo político liderado por Emanuel. A partir de agora serão intensificadas as articulações e conversas com a população para que ele decida se será ou não candidato. As convenções começam no final do mês.