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16 Jan 2021 - 10:40

Vuolo diz que irá lutar por terminal ferroviário em Cuiabá ‘enquanto tiver um cuiabano em pé’

Isabela Mercuri

Rogério Florentino / Olhar Direto

 (Crédito: Rogério Florentino / Olhar Direto)
O secretário Francisco Vuolo, que deixou a pasta de cultura e assumiu a de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, afirmou que irá lutar para que a ferrovia passe pela capital mato-grossense e para que haja um terminal em Cuiabá. Segundo ele, esta seria uma reviravolta econômica na cidade. A ferrovia, que deve ser construída pela “Rumo”, deve levar o nome do pai do secretário, senador Vuolo, que sempre lutou pelo transporte ferroviário durante sua vida política.“A ferrovia vai passar em Cuiabá, vai ter um terminal em Cuiabá. Enquanto tiver um cuiabano aqui em pé, enquanto tiver uma pessoa de sã consciência sabendo o que representa um terminar ferroviário na capital, não só no aspecto do desenvolvimento econômico, mas principalmente o futuro das novas gerações, a ferrovia se tornará uma realidade”, garantiu o secretário, durante entrevista à Rádio Capital na manhã desta segunda-feira (11).

Segundo Vuolo, a própria Rumo Logística já manifestou interesse de passar pela capital, e apontou, inclusive, que há viabilidade econômica para tal. O que falta, agora, é a decisão política. “Há necessidade, hoje, de uma decisão do Governo Federal. É necessário que o ministro Tarcisio Freitas, ministro da infraestrutura tome, a decisão de autorizar a construção, a extensão dos trilhos da ferrovia senador Vuolo até Lucas do Rio Verde e, obviamente, a construção de um terminal aqui em Cuiabá, na capital, está contemplado. Por isso essa decisão é uma decisão mais política do que técnica e de viabilidade”.

Ainda de acordo com o secretário, para a extensão da ferrovia, passando por Cuiabá, a previsão orçamentária é de R$ 6 bilhões. Este dinheiro viria de recursos próprios da empresa, sem utilização de dinheiro público. Vuolo não se diz contrário a nenhuma das ferrovias (há discussões para ampliação também da Ferrogrão e da Fico), e afirma que este modal de transporte amplia as possibilidades econômicas do estado.

“[A vinda da ferrovia] vai atender não só a capital, mas os treze municípios do vale do rio Cuiabá. É um instrumento que vai reduzir o custo do frete, vai atrair indústria para cá. A ferrovia não é só para levar o que a gente produz, é para trazer produção, reduzir o custo no consumo. Aqui na capital temos as principais faculdades, o entroncamento da BR-163, 364 e 070, temos abundância de energia, temos termelétrica, agora o governo do Estado fechou um contrato para garantir gasoduto, então vamos ter abundância de gás, temos o distrito industrial todo formado, temos todo um plano diretor da cidade que constitui uma região chamada de ‘zona de alto impacto’, que fica na região sul da cidade, justamente para receber grandes empreendimentos”, justifica.

“O que falta para nós? Um modal a mais. Precisamos de um modal ferroviário para garantir a redução do custo do frete, para que haja mais competitividade. E outro ponto positivo é que a ferrovia, que antes só transportava grãos, combustível, hoje [transporta] a cerveja, material de consumo, material de construção... uma série de materiais de consumo próprio estão vindo por ferrovias, chega por Rondonópolis, faz o transbordo e vem de caminhão até Cuiabá. Só essa demanda que é transportada pela Rumo, [...] só esse movimento vai incrementar em mais de seis milhões de toneladas a movimentação de carga a partir de Cuiabá e da região da baixada cuiabana. Não há o que se discutir... o que precisa, e vamos estar articulando junto com a bancada federal e as entidades, é uma posição oficial por parte do governo federal, principalmente o ministro Tarcisio Freitas para que libere o mais rápido possível essa autorização”, completou o secretário.

Atualmente, a Ferrovia Senador Vuolo possui 755km de extensão, saindo de Santa Fé do Sul (SP) e chegando até Rondonópolis (MT, 219km de Cuiabá). O terminal em Rondonópolis foi inaugurado em 2013. Agora, a intensão de Vuolo é que ela chegue até Cuiabá, e siga também ao médio norte. “Só de falar que a ferrovia virá a Cuiabá vocês não têm noção do tanto de indústria, de empresa, que se instalarão aqui, gerando emprego, aumentando a movimentação econômica. A ferrovia vem poder consolidada e quem vai ganhar é Cuiabá, que precisa dar um salto, sair dessa inércia, desse movimento em que apenas o setor terciário [funciona], precisamos também de indústria de transformação, desenvolvimento”, finalizou.

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