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19 Jan 2021 - 09:00

Emanuel descarta lockdown e dispara: "não vou fazer decreto para controlar marmanjo"

Prefeito avisa que fará lei para controlar casas noturnas com rigor

ALLAN MESQUITA E WELINGTON SABINO

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 (Crédito: Reprodução:)
Apesar do aumento nos casos de mortes por Covid-19 em Cuiabá e a publicação de novo decreto pelo Governo do Estado com novas medidas para prevenção ao avanço do contágio, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) descartou fazer o mesmo na Capital. Afirmou que não vai publicar novos decretos e nem impor lockdown para obrigar “marmanjos” a fazerem sua parte. Segundo ele, neste momento, todos e qualquer criança no planeta terra estão devidamente informados da seriedade e da gravidade da Covid-19. 

“A nossa vida, o sucesso desta campanha, é necessário o apoio da população cuiabana. O comportamento de uma faixa da população tem que mudar. Não vou decretar lockdown. Não vou ficar baixando decreto para marmanjo deixar de ir aqui ou ali ou acolá. Ele tem que saber muito bem a sua responsabilidade sobre a sua vida, sobre a vida de quem ele mais ama e sobre a vida daquelas vítimas inocentes desconhecidas que acabaram sendo infectadas pela irresponsabilidade dele”, declarou Pinheiro na tarde desta segunda-feira (18), durante a coletiva de lançamento da campanha de vacinação da Covid-19. 

Emanuel explicou que a única ação a ser adotada nos próximos dias será em relação aos eventos privados na Capital, pois os eventos públicos estão proibidos desde o final de 2020. “Vou encaminhar à Câmara Municipal uma lei específica para covid-19 no que diz respeito a eventos privados em casas noturnas, shows, boates, sendo uma lei bem rigorosa. Estamos estudando ainda, mas está praticamente pronta para analisar com o comitê”, antecipou o gestor. 

As declarações do prefeito de Cuiabá foram em tom de crítica direta a uma parcela da população, em especial os jovens que estão lotando boates e bares, ignorando a gravidade da pandemia e o aumento de casos confirmados e mortes. Por isso, alertou que apesar do início da vacinação, as medidas de biossegurança e higienização precisam continuar por um bom tempo. 

“Não existe normalidade no momento, existe o novo normal, a vacina ainda leva um certo tempo pra fazer o efeito necessário, segundo a Anvisa e especialistas. Depois da segunda fase pode demorar até 60 dias para ter efeito. É necessário que as pessoas colaborem e continuem usando máscaras, higiene, evitando aglomeração. O sucesso da campanha vai além da vacinação, são várias ações articuladas”, declarou o prefeito pedindo a conscientização de todos os moradores de Cuiabá. 

EMPREGOS

Na coletiva, Emanuel Pinheiro disse que lém de priorizar a saúde está preocupado com os empregos dos cuiabanos. “Não podemos travar mais a cidade, as pessoas precisam trabalhar, precisam ganhar o seu salário, as pessoas precisam produzir até pra ganhar o seu sustento e conseguir comprar os insumos necessários para garantir a higiene pessoal e familiar. Até para se proteger e enfrentar a Covid-19 é necessário que a população cuiabana viva esse novo normal com responsabilidade, possa trabalhar, possa produzir e consigamos ainda gerar empregos ou pelo menos evitar desemprego num momento tão difícil que estamos passando”, alertou.

Por fim, ressaltou que todos precisam saber que seus atos individualizados interferem no bem estar e na saúde coletiva. “É necessário o apoio e a consciência de todos. Não adianta xingar prefeito, não adianta xingar autoridades. Agora a responsabilidade é compartilhada. Eu já fiz o que tinha que fazer como prefeito num primeiro momento. Agora vivemos uma nova fase, todo mundo já sabe o que é Covid- 19, sua gravidade, sua propagação, a forma de enfrentá-la, de se proteger e proteger sua família, a forma de se comportar diante de uma pandemia “, colocou. "Estamos todos num barco só, a luta é uma só e temos que nos unir para vencer a guerra contra a covid-19 para evitar que mais perdas ocorram em Cuiabá, no Brasil e no mundo”, enfatizou Pinheiro. 

DECRETO FACULTATIVO

Emanuel Pinheiro foi questionado se vai acatar na íntegra os termos do novo decreto estadual publicado pelo governador Mauro Mendes (DEM) e pontuou essa questão é facultativa e já foi decidida a favor do Município em 2020 numa ação julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governador determinou que nos próximos 45 dias os eventos tenham lotação máxima de 100 pessoas.

“O ministro Dias Toffoli acabou por colocar uma pá de cal dizendo que os planos municipais de combate à pandemia, a execução dessas políticas públicas deve ser feita pelo município ouvindo o Estado sempre que possível. Então, não vou colocar o radicalismo, não vou fazer politicagem com a saúde pública, com a vacina num momento tão delicado que a população cuiabana e mundial vive. Eu quero é vencer essa guerra, quero imunizar Cuiabá. Cuiabá vai vacinar e se tiver pontos favoráveis no decreto que possam me ajudar a conduzir a nossa cidade com mais segurança nesse período de pandemia, nessa segunda onda, pode ter certeza que vou utilizar sem nenhum problema”, respondeu o emedebista.

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