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10 Out 2014 - 09:10 | Atualizado em 10 Out 2014 - 10:34

"O Taques precisa peitar gente que colou nele por interesse"

"Tem vários ralos e eles precisam ser tapados para aumentar a receita", disse

Agência da Notícia com Mídia News

 O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), reeleito no último dia 5, afirmou que o governador eleito Pedro Taques (PDT) precisará “peitar” pessoas do próprio grupo para ter um bom início de governo.

Na avaliação do ex-governador, há pessoas que “colaram” em Taques, durante a campanha eleitoral, apenas por interesses pessoais e empresariais.

"Ele vai ter que ter coragem de tomar medidas contra esse pessoal também em função do Estado, para proteger, para arrecadar dinheiro e cumprir o programa que ele prometeu" Sem citar nomes, ele sugeriu que se referia ao setor do agronegócio, principal responsável pelas doações, milionárias, ao então candidato Taques - e que o segmento possui privilégios em Mato Grosso, como incentivos fiscais e tributários.

“Se o Governo rever uma série de coisas que precisam ser revistas, pode ser que ele tenha um fôlego maior nesse início. Mas precisa peitar muita gente. E muita gente que estava colado na campanha, pessoas que queriam apenas manter os privilégios”, disse.

“Ele vai ter que ter coragem de tomar medidas contra esse pessoal também em função do Estado, para proteger, para arrecadar dinheiro e cumprir o programa que ele prometeu. Tem vários ralos e eles precisam ser tapados para aumentar a receita”, afirmou.

Bezerra citou o empresário Eraí Maggi, considerado o "rei da soja".

“Muita gente que vive tirando o que pode do Estado. Usando todo tipo de meio, como incentivo ilegal, cooperativa ilegal. Me disseram que há várias cooperativas na mesma situação que aquela relacionada ao Eraí Maggi. Há outras autoridades importantes que tem o mesmo sistema”, disse.

Arrecadação

Para Bezerra, Taques encontrará um Governo com dificuldades financeiras, por causa da dívida estadual e um quadro nacional instável.
"Falar é fôlego. Daí, a executar, é outra coisa. E a situação de equilíbrio não é boa. Então, temos um quadro nacional e estadual que não é bom"
“A situação de Mato Grosso não é boa há muito tempo. O Estado ficou desequilibrado por conta da dívida, que o Silval Barbosa conseguiu negociar, e por conta de mazelas feitas no passado. É uma situação que não é salutar, ele terá que ter paciência, capacidade de enfrentamento e competência administrativa. Até para conseguir cumprir o que prometeu”, avaliou.

“Falar é fôlego. Daí, a executar, é outra coisa. E a situação de equilíbrio não é boa. Então, temos um quadro nacional e estadual que não é bom. Mas muita coisa do que pode acontecer também depende dos outros Poderes, não só do Executivo. Há uma questão de repasses do excesso de arrecadação que tem que mudar na lei”, afirmou.

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