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10 Out 2014 - 09:30

MPE investiga suposto esquema envolvendo gráficas em MT

Organização teria se especializado em "lavar" dinheiro público, a partir de licitação da SAD

Agência da Notícia com Mídia News

 O Ministério Público Estadual (MPE) já começou a aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro público por meio de gráficas, com sedes em Cuiabá e Várzea Grande.

Um dos focos da investigação são empresas que venceram o pregão presencial de nº 093/2011, feito pela Secretaria de Estado de Administração, por meio do processo de nº. 0299.583/2011/SAD.

Na ocasião, o secretário da SAD era Cezar Roberto Zílio. Em junho passado, ele foi denunciado por suposta participação em esquema que desviou, segundo o MPE,R$ 11 milhões dos cofres do MT Saúde.

O gasto de dinheiro do Estado com confecção de material impresso, nos últimos dois anos, ultrapassaria os R$ 40 milhões.

O esquema teria se iniciado com a montagem de um grupo de gráficas, que combinava quem iria vencer os lotes licitados no Estado.

Alguns concorrentes "independentes", que entravam na disputa do pregão, teriam recebido dinheiro das gráficas que fariam parte do esquema, para desistir da licitação. Esses valores chegavam, segundo fonte da coluna, a R$ 30 mil.

Com os concorrentes fora do páreo, as gráficas que fariam parte do esquema se articulavam para ganhar os lotes, vários deles com valores milionários.

A partir daí, havia, segundo a fonte, uma simulação em relação ao número de materiais impressos. Ou seja, as gráficas receberiam por um volume de impressos, mas, em tese, só imprimiriam uma quantidade ínfima dos mesmos.

A informação é que a Assembleia Legislativa aderiu ao mesmo pregão presencial da SAD, contratando as mesmas gráficas.

Campanhas eleitorais

Segundo a investigação do MPE, parte do dinheiro que seria desviado pode ter sido utilizado em campanhas eleitorais.

Outra parte ficaria em crédito junto às próprias gráficas, que em troca fariam, sem custos, a impressão de materiais de campanha.

O MPE não descarta que o esquema possa ter financiado candidatos nas eleições deste ano.

Depoimentos

Pelo menos sete proprietários e diretores de gráficas já foram ouvidos pelo Ministério Público Estadual, nas últimas semanas. Há a suspeita de que o suposto esquema fosse coordenado por servidores públicos ligados ao Palácio Paiaguás.

Segundo fonte do MPE, um promotor de Justiça propôs a depoentes o benefício da delação premiada, para que o suposto esquema fosse detalhado.

A expectativa é que, a partir de agora, com o término das eleições, seja deflagrada uma operação, com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), para que o MPE avance nas investigações.

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