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Agência da Notícia, Quinta-feira 24 de Junho de 2021

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1 Fev 2021 - 17:30

Juíza exclui vídeos acusando prefeito de ritos satânicos e sacrifício de crianças

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 (Crédito: Reprodução:)
AJustiça concedeu liminar determinando  que o Facebook e o Google retirem do ar vídeo postado no Youtube pelo usuário Glaudiston da Silva Cabral acusando o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) de “cultos e rituais demoníacos usando crianças como sacrifícios”.  A decisão é da juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda e já foi cumprida pelas plataformas da internet.Em tom de deboche, o vídeo  ainda diz:  “Presidente Bolsonaro, o prefeito de Cuiabá,  Mato Grosso,  pode participar de rituais de magia negra com sacrifícios de crianças?”

 O  canal no Youtube se chama “Glaudiston Cabral”.  Os vídeos  nos quais faz acusações por cerca de 15 minutos eram  “008 Prefeito de Cuiabá” e “Rituais de Magia Negra”.   

 Além de determinar que  os vídeos fossem retirados do ar, a magistrada impôs multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão judicial. Além disso, marcou audiência de conciliação entre Emanuel e Glaudiston da Silva Cabral em data ainda não definida.

“A qualidade e o nível dos comentários, somados à exposição que as redes sociais alcançam nos dias de hoje, são bastantes para se aferir a alegada interferência que tais publicações deram à vida pessoal do requerente, disso se presumindo os comentados sentimentos de aflição, angústia, desequilíbrio em seu bem-estar, indo desembocar em dor, sofrimento, tristeza, vexame e humilhação, notadamente por não estarem amparados em provas de suas ocorrências”, diz trecho da decisão.

“Desse modo, a afronta aparente aos direitos de proteção à honra, à intimidade, à vida privada e à imagem aponta para a presença da probabilidade do direito, sendo certo que essa violação ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana e aos direitos acima descritos e o consequente dano moral provocado podem ser agravados sem as proibições pleiteadas pelo requerente, na medida em que a veiculação livre das expressões expostas no youtube e no facebook pode produzir ainda mais prejuízos de ordem pessoal, revelando, com isso, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo”, completa a magistrada.

Perfil do acusador

No Facebook, Glaudiston da Silva Cabral se apresenta como  gestor em negócios imobiliários qwuer  atua no combate ao crime organizado do colarinho branco há mais de dez anos. Negacionsta da pandemia de Covid-19, ao invés da própria fotografia, ostenta uma bandeira do Brasil com os dizeres: Sai de casa – desobediência civil Já!.  No dia 28, gravou um vídeo intitulado “Polícia Militar de Mato Grosso, onde os pedófilos vestem farda”.

 E hoje (1º), mesmo após a decisão judicial,  fez uma live acusando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes, o próprio Emanuel, além de policiais civis e militares por práticas de rituais de magia negra com sacrifícios de crianças.

 “Liguem para o gabinete da Ministra dos Direitos Humanos Damares Alves e perguntem a ela até quando nossas crianças serão vitimas de satanistas?”, disse.

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