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Agência da Notícia, Segunda-feira 1 de Março de 2021

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9 Fev 2021 - 09:30

PLANTE SOJA: Brasil precisa mais 1,14 Mha/ano

Brasil precisaria aumentar produção em 3,99 milhões de toneladas/ano por uma década

Redação Repórter Agro com Agrolink

Repórter Agro: Tiago Seiffert

 (Crédito: Repórter Agro: Tiago Seiffert)
A soja pode subir mais? “Haveria necessidade de mais 1,14 milhões de hectares por ano (Mha/ano) a plantar no Brasil, pelos próximos 10 anos. Sim, pode subir mais, porque há dois fatores decisivos para isto: de um lado, o grande apetite chinês, forte o suficiente para durar algumas décadas e, de outro, a grande escassez de matéria-prima no mundo”, responde a Consultoria TF Agroeconômica.

FATORES DE ALTA

*Forte de demanda chinesa que ainda vai durar muito – As importações chinesas de soja saltaram de 82,54 milhões de toneladas na temporada 2018/19 para 100 milhões de toneladas em 2020/21.

*Grande escassez de soja no Mundo – O USDA atribui à China uma demanda de 100 milhões de toneladas, das quais ela já comprou 37 MT dos EUA e 59,5 MT do Brasil e faltaria comprar mais 3,5 milhões de toneladas, mas não há mais produto disponível no Mundo;

*Grande escassez de soja no Brasil – fábricas paradas ou rodando muito aquém de sua capacidade por falta de matéria-prima nos principais estados brasileiros, especialmente Rio Grande do Sul e Paraná. Pelos cálculos do setor de análise da TF Consultoria, o Brasil precisaria aumentar em 1,14 milhões de hectares, ou 3,99 milhões de toneladas/ano,nos próximos 10 anos, para satisfazer a demanda atual da China, sem contar o seu crescimento populacional neste período e mais o aumento da demanda brasileira de óleo (plano nacional de biocombustível) e farelo (demanda interna e externa; 

*Falta de farelo para atender à demanda interna – esta escassez de soja-grão está fazendo algumas indústrias paranaenses comprar farelo de soja de esmagadoras do Mato Grosso do Sul para atender aos seus clientes locais; 

*Clima adverso na América do Sul – excesso de chuvas na colheita estraga a produção, tornando-a imprestável para exportação, como acontece neste início de colheita no Brasil, embora se espere que seja um pequeno volume deterirado;

*Dólar acima de R$ 5,00 – O Instituto Internacional de Finanças (IIF) calculou esta semana que o preço justo da moeda brasileira é de R$ 4,50, levando em conta os fundamentos. O Bank of America calcula em R$ 4,80 e afirma estar otimista para as reformas, mas alerta que a janela para aprovação é relativamente curta, considerando as eleições em 2022. Então, com o dólar estando a R$ 5,38, como fechou hoje, é para ser aproveitado (eventualmente fixação apenas do dólar, sem fixar o preço definitivo, já que Chicago poderá subir um pouco ainda).

FATORES DE BAIXA

*Início da colheita no Centro-Oeste, que poderia dar algum alívio à demanda – Como conseqüência os preços, tanto do mercado interno, quanto de Chicago, estão começando a andar de lado e não subir quanto nos dois trimestres anteriores, como mostram os gráficos do grão, farelo e óleo abaixo. 

* Recompras – Preços excessivamente altos fizeram algumas indústrias chinesas preferirem fazer wahs-out de suas posições compradas no Brasil do que embarcar e moer, devido às margens negativas de esmagamento no país. Isto mostra que o mercado da ponta consumidora ainda não esticou suficientemente os preços para acompanhar o restante da cadeia.

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