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18 Fev 2021 - 10:30

Mais de 200 amostras de possíveis novas variantes estão em análise: 'colapso é inevitável', diz secretário

Wesley Santiago/Do Local - Max Aguiar

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
Um dos principais problemas da pandemia do novo coronavírus atualmente é o surgimento das variantes que tornam o vírus ainda mais transmissível. Em Mato Grosso, mais de 200 amostras foram encaminhadas para saber se estas mutações já estão circulando pelo estado. Para o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, caso elas se espalhem pelo território mato-grossense, um colapso no sistema de saúde é praticamente inevitável, isso porque a “população tomou a decisão de que parece que a pandemia acabou”.“Temos mais de 200 amostras encaminhadas e os laboratórios especializados é que vão indicar. Não existe na maioria do país como fazer este teste. Não tivemos devolutivas ainda de casos desta variante aqui. Mas a reinfecção é quase uma certeza absoluta. Eu mesmo que estou falando com vocês [sou exemplo].  Todas as evidências mostram que meu caso foi assim. Pode ser que na primeira vez o organismo não gerou anticorpos. Até porque os exames que eu fazia não apresentavam que eu tinha defesa imunológica. A tendência é que muitos possam ser reinfectados desta forma”, explicou o secretário.No fim de junho, o secretário testou positivo para a Covid-19. Segundo o Dr. Carlos Carretone, rapidamente foi iniciado o tratamento precoce, tendo Gilberto reagido satisfatoriamente bem. Porém em novembro, voltou a ter os sintomas e precisou ser internado em São Paulo (SP).
 
Ainda conforme Gilberto, a população tomou uma decisão unilateral de pensar que a pandemia acabou. “Do lado da assistência, o que podemos fazer é preparar os hospitais para receber um número maior de pacientes”.
 
“Ainda temos um número substancial de leitos disponíveis, com a taxa de ocupação sendo segurada por volta de 70%. Isso porque nós estamos abrindo novas unidades em um ritmo bom. Tivemos que parar de desativar leitos e de voltar com as cirurgias eletivas para voltar a ampliar. Mas se continuar o crescimento e as novas variantes chegarem, o colapso é inevitável”, finalizou Gilberto.
 
Variante
 
A variante P.1 evoluiu a partir da linhagem B.1.1.28, que circulava como dominante no estado do Amazonas. A mutação foi identificada pela primeira vez por pesquisadores japoneses, que analisaram amostras coletadas de quatro viajantes que estiveram no Norte do Brasil. Autoridades japonesas comunicaram a descoberta ao Brasil, e, em 12 de janeiro, a Fiocruz Amazônia confirmou que a linhagem evoluiu no estado do Amazonas.
 
A nova variante P.1 do coronavírus SARS-CoV-2 foi encontrada por pesquisadores em 91% das amostras que tiveram seu código genético sequenciado em janeiro no estado do Amazonas. O pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônicas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), explica que a constatação consolida a variante como a dominante no estado, o que pode ser uma das razões para o aumento de casos de covid-19.
 
Foram sequenciados até o momento 24 genomas coletados em novembro, e em nenhum deles foi encontrada a presença da nova variante. Em dezembro, a P.1 estava em 51% das 55 amostras, e, até 13 de janeiro, em 91% dos 35 genomas sequenciados.
 
O surgimento de novas linhagens virais é um processo esperado, já que faz parte da natureza dos vírus sofrer mutações conforme se multiplicam ao longo do tempo.
 
O estado do Amazonas e a capital, Manaus, tiveram em janeiro o pior momento da pandemia de covid-19, com a média móvel de mortes atingindo mais do que o dobro do recorde registrado em maio do ano passado, segundo o painel de dados Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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