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Agência da Notícia, Quinta-feira 13 de Maio de 2021

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9 Abr 2021 - 08:55

Após 4 derrotas, ex-secretário de Taques tenta barrar inquéritos

Rogers Jarbas, que comandou a Segurança Pública de Pedro Taques, perdeu no TJ, STJ e STF

Midea News

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
Depois de sofrer quatro derrotas nas mais altas Cortes brasileiras, o ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, entrou com um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais uma vez, ele tenta anular dois inquéritos policiais em que é investigado por suposta participação na "Grampolândia Pantaneira”.

O esquema de escutas telefônicas ilegais aconteceu entre 2014 e 2015, já na gestão do ex-governador Pedro Taques.

O recurso, um agravo regimental, foi protocolado pela defesa de Rogers Jarbas nesta terça-feira (6). Ele  tenta derrubar uma decisão da ministra Rosa Weber que, no último dia 29 de março, negou habeas corpus e manteve os inquéritos contra o ex-secretário.

O mesmo recurso também já foi negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nessa última Corte, inclusive, o agravo de Jarbas sofreu duas derrotas.

Denunciação caluniosa

Em um dos inquéritos, Jarbas é acusado de atrapalhar as investigações que apurou o esquema de escutas clandestinas no Estado - ele, inclusive, foi detido na Operação Esdras, em 2018.

No outro inquérito, o ex-secretário de Taques é acusado da prática dos crimes de usurpação de função pública, abuso de autoridade, denunciação caluniosa e prevaricação contra as delegadas de polícia Alana Cardoso e Alessandra Saturnino.

No recurso, Rogers nega as acusações e alega que houve irregularidades na condução dos inquéritos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Também afirma que houve parcialidade enquanto o inquérito era conduzido pelos delegados Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldner.   

Coação

As investigações cibtra Jarbas apontam que ele teria cometido diversos atos no sentido de atrapalhar as investigações sobre o esquema ilegal de grampos.

Um deles teria sido usar um tenente, do setor de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, apontado como seu “braço direito”, para cooptar e coagir um tenente-coronel a ajudar o grupo.

Ainda segundo a investigação, Jarbas teria obtido um depoimento da delegada Alana Cardoso de forma ilegal, mediante coação, no intuito de investigar - de forma transversal - o promotor de Justiça Mauro Zaque, autor da denúncia sobre os grampos ilegais.

Jarbas também é acusado de ter transferido uma agente da Secretaria de Segurança Pública para a unidade onde os investigados prestavam depoimentos sobre o esquema.

Seu objetivo seria obter informações privilegiadas sobre a investigação. Além disso, ele também teria repassados dados sigilosos sobre a investigação ao ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques.

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