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Agência da Notícia, Quarta-feira 12 de Maio de 2021

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9 Abr 2021 - 16:00

Secretário concorda com pedido do MP para vacinar apenas servidores da linha de frente na segurança pública

Wesley Santiago

Rogério Florentino/Olhar Direto

 (Crédito: Rogério Florentino/Olhar Direto)
O secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante, afirmou em entrevista ao Olhar Direto que concorda com todos os pontos do ofício encaminhado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) a ele, requerendo a edição de atos administrativos com a definição de critérios para a vacinação das forças de segurança. A 7ª Promotoria de Justiça Cível Tutela Coletiva da Saúde alertou que a imunização deve contemplar somente agentes que desenvolvem atividades na “linha de frente” em funções externas e não todos os servidores.“Já recebemos o ofício sim e eu posso dizer que concordo com todos os pontos do documento encaminhado pelo Ministério Público. Hoje já demos início à vacinação, como deveria ter acontecido ontem, sem problema algum”, pontuou o secretário.
 
Ainda conforme o secretário, a vacinação dos servidores da Segurança Pública deve ser finalizada até o fim do mês, conforme o cronograma, desde que o envio de doses por parte do Ministério da Saúde continue acontecendo.
 
A 7ª Promotoria de Justiça Cível Tutela Coletiva da Saúde alertou que a imunização deve contemplar somente agentes que desenvolvem atividades na “linha de frente” em funções externas e não todos os servidores.
 
A vacinação, conforme o ofício, deve ser destinada aos trabalhadores envolvidos no atendimento e/ou transporte de pacientes;  em resgates e atendimento pré-hospitalar; nas  ações de vacinação contra a Covid-19 e nas ações de  implantação e monitoramento das medidas de distanciamento social, com contato direto com o público, independente da categoria.
 
Guedes ainda alertou que, na Capital e nas grandes cidades, onde o efetivo é maior, a quantidade de pessoas das forças de  segurança pode impactar gravemente a imunização de idosos e outras categorias prioritárias.
 
Segundo o promotor de justiça Alexandre de Matos Guedes, qualquer indicação fora destes parâmetros pode ser objeto de responsabilização.  O MPMT solicitou ainda que sejam enviadas à instituição as listas de pessoas que serão indicadas para vacinação para acompanhamento.

Confusão

A aplicação das doses foi organizada pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) com o apoio de todas as instituições de segurança, das esferas federal, estadual e municipal. A intenção era aplicar a primeira dose da vacina em dois dias, mas ontem a vacinação foi suspensa após horas de espera, já que o município não havia retirado os imunizantes na central de distribuição da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O caso gerou polêmica entre estado e município. O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) foi responsabilizado pelo problema e acusado de politizar a imunização das Forças de Segurança. O emedebista, por sua vez, explicou que a prefeitura só teve autorização oficial da Comissão Intergestores Bipartite do Estado (CIB) ontem, sendo que as doses foram retiradas no período da tarde e entregues na manhã de hoje.

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