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Agência da Notícia, Sexta-feira 14 de Maio de 2021

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13 Abr 2021 - 14:20

Neurilan critica Fávaro por assinar abertura de CPI para investigar prefeitos: “total incoerência”

Airton Marques

Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

 (Crédito: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto)
Presidente da AMM (que representa mais de 120 dos 141 municípios de Mato Grosso), Neurilan Fraga (PL) criticou o senador Carlos Fávaro (PSD) por ter assinado pedido de criação de uma CPI da Pandemia que investigue governadores e prefeitos. O ex-prefeito de Nortelândia afirma que o parlamentar foi incoerente, uma vez que na semana passada se posicionou contrário a instalação de comissão similar, mas com foco apenas no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).“Demonstra total incoerência. Ficou muito claro que não sustenta aquilo que disse antes. Se não defende e nem assina que se deve criar CPI para investigar o governo federal, pois tem viés político e é inadequado, mas de repente, a pedido do presidente, assina outro pedido para investigar governadores e prefeitos, com foco de enfraquecer a outra CPI, mostra total incoerência”, afirmou ao Olhar Direto.

Neurilan ressalta que defender a não criação da CPI é um direito do senador. “Mas não pode numa mesma situação ter posição dúbia. Não é bom exemplo para a sociedade”.

O presidente da AMM também argumenta que o Senado tenta usurpar a competência de outros Poderes, já que se algum governador ou prefeito cometer crimes na utilização dos recursos públicos destinados ao combate à pandemia, caberá às Assembleias Legislativas e às Câmaras Municipais promoverem a fiscalização e até mesmo a instalação de CPIs. "Além do mais, há órgãos de controle e fiscalização nas esferas municipal, estadual e federal".

Apesar de criticar a ação dos senadores da base governista, Neurilan afirma que os prefeitos estão tranquilos com relação à aplicação dos recursos destinados ao combate à pandemia.  Ele frisa que todos os recursos recebidos de combate à Covid-19 foram utilizados de forma lícita e nas finalidades pré-destinadas. "Inclusive com a criação de um programa específico, onde a AMM deu todo o suporte técnico e contábil para evitar que algum prefeito pudesse cometer falhas ou mesmo erros administrativos”.

O caso

Fávaro (PSD) é o único de Mato Grosso a assinar pedido apresentado pelo parlamentar Eduardo Girão (Podemos) e articulado pela base governista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), interessada em derrubar a investigação proposta pelo oposicionista Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que tem foco apenas nos erros do governo federal no combate à Covid-19 e do colapso no Amazonas. Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (DEM) continuam a não apoiar nenhuma das CPIs.

O posicionamento de Fávaro surge após o senador questionar decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na semana passada determinou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a instalação da CPI da Covid, proposta por Randolfe. Na ocasião, o mato-grossense disse que não era o melhor momento para tal investigação, já que a comissão poderia se tornar palanque eleitoral.Agora, ao acenar a Bolsonaro, Fávaro diz que a CPI é inevitável e precisa ser séria e técnica. “Que ela apure então todas as suspeitas de improbidade nas três esferas, federal, estadual e municipal. Havia um grande risco de que esta CPI se tornasse um palanque, visando as eleições de 2022. Com a ampliação do escopo da apuração, vamos ter a oportunidade de um trabalho sério, técnico, pautado apenas e tão somente na busca por informações destes casos suspeitos”.

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