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Agência da Notícia, Sábado 8 de Maio de 2021

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22 Abr 2021 - 10:24

MP rescinde contrato de R$ 1,2 mi com empresa acusada de pagar propina em MT

Representantes da TMF Construções e Serviços teria pago propina a ex-secretário em Mato Grosso

DIEGO FREDERICI

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
O Ministério Público do Estado (MPMT) informou a rescisão do contrato firmado com a TMF Construções e Serviços. A organização venceu seis lotes numa licitação do órgão para a prestação de serviços de manutenção predial nas unidades do órgão ministerial em Mato Grosso, e receberia R$ 1,2 milhão pelo trabalho. A empresa teria pago propina ao ex-secretário-adjunto de Administração Sistêmica da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira.

A publicação do MPMT nesta segunda-feira (19), informando a rescisão do contrato, é sucinta em dizer apenas que os seis lotes vencidos pela organização na licitação foram “revogados”.“Constitui objeto do presente instrumento rescindir unilateralmente o contrato n° 89/2020, cujo objeto é a contratação de empresa especializada para ‘prestar serviços de manutenção predial preventiva (visita periódica) e corretiva (eventuais), com fornecimento de peças, equipamentos, materiais e mão de obra para atender as unidades administrativas do Ministério Público [...] em razão da revogação parcial do pregão eletrônico nº 58/2020, no que tange aos lotes 1, 3, 4, 5, 6 e 8”, diz trecho da publicação.

PRISÃO

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No mês de setembro de 2020, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recebeu uma informação de uma pessoa não identificada de que o empresário Thiago Ronchi Adrien Eugênio, proprietário da TMF Construções e Serviços, entregaria um envelope com R$ 20 mil na Casa Civil de Mato Grosso. O valor seria o pagamento de uma propina.

Os membros do Gaeco, então, fizeram uma “campana” na região da sede da Casa Civil, em Cuiabá, e flagraram o ex-secretário adjunto de administração sistêmica, Wanderson de Jesus Nogueira, entrando num Corolla. Os agentes seguiram o carro e o interceptaram na avenida do CPA, próximo a um shopping e um supermercado.

Após abordagem, o Gaeco encontrou os R$ 20 mil com o então secretário adjunto, que justificou que o dinheiro seria o pagamento da venda de uma “fábrica de gelo” ao empresário Thiago Ronchi Adrien. A organização, porém, só existe no papel.

As suspeitas de que o valor seria o pagamento de uma propina começaram após o ex-secretário adjunto desclassificar uma empresa (DSS Serviços de Tecnologia da Informação), numa licitação para a prestação de serviços de manutenção predial. A organização já realizava o trabalho no Governo do Estado e teria sido preterida pela TMF Construções e Serviços, que acabou vencendo a disputa.

O ex-secretário chegou a ser preso durante o flagrante, mas já saiu da prisão.

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