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Agência da Notícia, Quinta-feira 13 de Maio de 2021

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29 Abr 2021 - 10:34

Mauro admite ir ao STF para liberar vacina russa e critica ritmo do Governo Federal

Governador não crê em boicote político em decisão da Anvisa, mas defende uso da Sputinik V

NATÁLIA VELOSO

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
O governador Mauro Mendes (DEM) admitiu nesta quinta-feira (29) que os governadores que formam os consórcios de aquisição de vacinas podem ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja autorizada a utilização da vacina russa Sputinik V na campanha de imunização contra a Covid-19. Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou autorização para utilização da Sputinik V no Brasil.

Mato Grosso tem contrato para comprar 1,2 milhão de doses da vacina. Esse número seria suficiente para vacinar as pessoas acima de 30 anos no Estado.De acordo com Mauro, o objetivo inicial dos governadores é de que a Anvisa autorize o uso da vacina russa após a apresentação de novos documentos e respostas de questionamentos por parte do laboratório que fabrica a vacina. O democrata destacou que muitos dos documentos exigidos chegaram a ser apresentados. 

"O governadores vão tentar a autorização da Anvisa, a vacina tem 91% de eficácia, maior que a Coronavac e que a Astrazeneca", disse o governador. "Se não houver a autorização da Anvisa, o Consórcio vai ao STF", completou.

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Mauro destacou que mais de 60 países estão utilizando a Sputinik V na imunização de sua população. Segundo ele, em nenhum houve notícias de problemas com as pessoas imunizadas.

"Temos exemplo da Argentina, que já vacinou mais de 7 milhões de pessoas e não tem notícias de efeitos colaterais. Ao contrário da Astrazeneca, que já vimos notícias, não de mortes, mas de efeitos e problemas", observou.

BOICOTE POLÍTICO

O governador também comentou sobre a possibilidade da decisão da Anvisa ter sido política, já que a aquisição da Sputinik V tem sido feita, em sua maioria, pelos Governos Estaduais e não pelo Governo Federal. Nos bastidores, foi especulado que uma articulação do presidente Jair Bolsonaro teria colaborado para o veto a vacina.

Mauro evitou levantar suspeitas e acredita que os critérios técnicos devem prevalecer nos julgamentos da Anvisa. "Seria um absurdo, um desserviço gigante para o país alguém jogar contra nós termos mais vacinas em território nacional. O ritmo de vacinação do PNI é lento, os cronogramas do Ministério da Saúde não estão sendo cumpridos", frisou.

Segundo ele, a vacinação é o caminho para a vida das pessoas voltarem ao normal e a economia ser retomada. "Coisa mais desejada hoje no Brasil é a pessoa ter uma dose da vacina, para poder abraçar as pessoas e retomar sua vida nacional".

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