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31 Mai 2021 - 18:40

Mauro cita redução do desmatamento e garante rigor para punir quem “aposta” erroneamente na ineficiência do estado

Airton Marques / Do Local - Max Aguiar

Mayke Toscano/Secom-MT

 (Crédito: Mayke Toscano/Secom-MT)
Ao lançar mais uma etapa da Operação Amazônia, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que as medidas adotadas pelo estado já resultaram numa redução de 30% no desmatamento ilegal da Amazônia Legal em Mato Grosso. As ações de controle de tais crimes se intensificaram no ano passado, quando os incêndios florestais destruíram boa parte deste e de outros biomas, como o Pantanal.“Isso mostra que as ações que estamos implementando estão produzindo os efeitos práticos, pois tudo isso que fazemos é para reduzir a zero o desmatamento ilegal. O desmatamento legal vai acontecer, pois a lei reserva esse direito e tem que ser cumprido”, afirmou, em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (31).

O democrata cita dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).A operação de combate ao desmatamento ilegal, incêndios florestais, e outros crimes ambientais intensifica as ações de fiscalização com uso da força policial com ao menos 100 servidores em campo, durante todo o mês de junho, para combater o crime ambiental.

Ao falar sobre a nova etapa, Mauro ressalta que o governo reafirma o compromisso de tratar a questão ambiental com sua devida importância, não só pela vida dos mato-grossenses, mas também pela necessidade de atender as exigências internacionais dos nossos parceiros comerciais.

“Nós continuaremos a punir aquelas que insistirem no desmatamento ilegal. Quem apostar na ineficiência do estado pode ter certeza que vai perder. Não reclame depois. Depois terão multas muito altas e consequências graves e as pessoas ficarão pelos cantos do estado reclamando, pois elas fizeram essa opção. Todo mundo sabe que desmatamento é crime. Outrora, isso passou batido, sem consequências, mas nós não deixaremos isso acontecer”, declarou.

Mauro destaca que em 2020, com os incêndios florestais, o estado aplicou R$ 1,5 bilhão em multas e garantiu que, dificilmente, um crime ambiental ficará impune em Mato Grosso. “A operação é em todo o estado, envolvendo todos os biomas. Já estamos em campo desde março e teremos uma atuação um pouco mais eficiente, pois nos preparamos pra isso, comprando mais equipamentos e alocando R$ 73 milhões para o combate ao desmatamento ilegal e queimadas criminosas. É um recurso muito grande, talvez nenhum estado brasileiro esteja fazendo isso e vamos fazer isso pela convicção que temos sobre a importância desse tema para a vida e as relações comerciais”.

Enaltecendo o apoio do governo federal no ano passado, Mauro saiu em defesa dos produtores rurais, garantindo que os infratores fazem parte de uma pequena parcela desse grupo.

“Claro que tem pessoas que ainda insistem, por diversos motivos, é uma pequena maioria. Se olharmos o conjunto dos proprietários rurais, estamos falando em 3% de pessoas que fazem alguma atividade ilegal. É muito pouco. Então, para proteger o interesse dessa grande maioria, nós vamos aplicar as duras penas da lei nessa pequena maioria, que ainda apostar na ineficiência ou que não vai dar em nada em algum momento. Quanto mais rápido, mais essa cultura vai mudar”, pontuou.Operação Amazônia

A operação Amazônia é contínua, mas com o início do período da estiagem, em que o bioma Amazônia fica sob maior pressão de desmate ilegal, e ainda a emergência ambiental decretada no estado pela possibilidade de incêndios florestais, haverá reforço do efetivo e das ações de fiscalização.

Os principais instrumentos da operação serão o reforço das forças de Segurança, o monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, a fiscalização contínua no local onde é identificado o crime ambiental, o embargo de áreas, a apreensão e remoção de maquinários flagrados em uso para o crime, e a responsabilização de infratores. 

Integram a iniciativa as Secretarias de Estado de Meio Ambiente, de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF) e Ibama.

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