Agência da Notícia

Mato Grosso

Agência da Notícia, Terça-feira 22 de Junho de 2021

0 2
:
4 3
:
2 4

Últimas Noticias

Notícias / Agronegócio

7 Jun 2021 - 09:20

Milho: B3 fecha a 6ªfeira com poucas movimentações, mas acumula alta de 2% na semana

Chicago dispara na semana com demanda alta e clima complicado

Notícias Agrícolas:

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
A sexta-feira (04) chega ao final com os preços do milho pouco modificados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Amambai/MS (2,25% com preço de R$ 87,00).

Já as valorizações aparecem apenas nas praças de São Gabriel do Oeste/MS, Maracaju/MS e Campo Grande/MS (2,27% e preço de R$ 90,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, “sem trégua sobre a oferta do cereal no mercado interno, o milho pelo indicador de Campinas/SP segue negociado nos níveis de R$100,00/sc”.

A consultoria SAFRAS & Mercado destaca que o mercado brasileiro de milho manteve preços pouco alterados nessa semana mais curta de negócios, diante do feriado desta quinta-feira. “Com o feriado, a semana foi ainda mais lenta na comercialização. As cotações não oscilaram tanto, diante da oferta contida em muitas praças e com as recentes altas para o milho na Bolsa de Chicago dando sustentação ao cereal nos portos”.

Os analistas da SAFRAS & Mercado acrescentam ai da que “não houve grandes variações nos preços, mas houve uma sustentação melhor na comparação com a semana anterior, quando os preços cederam mais com a oferta crescente”.

B3
Os preços futuros do milho registraram movimentações próximas da estabilidade nesta sexta-feira, mas perderam força ao longo do dia na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações contabilizaram flutuações entre 0,48% negativo e 0,15% positivo ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à R$ 95,24 com desvalorização de 0,48%, o setembro/21 valeu R$ 97,17 com queda de 0,44%, o novembro/21 foi negociado por R$ 98,20 com perda de 0,28% e o janeiro/22 teve valor de R$ 100,15 com alta de 0,15%.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam ganhos de 1,41% para o julho/21, de 2,09% para o setembro/21, de 2,24% para o novembro/21 e de 1,99% para o janeiro/22 na comparação com a última sexta-feira (28). Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o B3 operou em alta grande parte do dia refletindo a lógica de Chicago que acompanha as dificuldades para as lavouras de milho recém-plantadas no meio-oeste norte-americano e as informações de seca que vem da China, que ainda não finalizou seu plantio e já deve apresentar perdas do potencial produtivo.Além disso, Brandalizze destaca que seguimos com quase ninguém vendendo e uma grande incógnita do que vem na safrinha. “As primeiras lavouras estão muito boas, mas no geral, as lavouras que vem pela frente são muito ruins e tem muitos indicativos que a safra vai quebrar muito. Tem muita especulação e o produtor está encurralado se vende agora ou depois esperando que o mercado melhor mais”, diz.

Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) disparou nesta sexta-feira com os preços internacionais do milho futuro recuperando-se das quedas de ontem. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 20,75 e 25,00 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à US$ 6,82 com alta de 20,75 pontos, o setembro/21 valeu US$ 6,06 com ganho de 24,25 pontos, o dezembro/21 foi negociado por US$ 5,91 com valorização de 25,00 pontos e o março/22 teve valor de US$ 5,98 com elevação de 24,75 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 3,02% para o julho/21, de 4,30% para o setembro/21, de 3,68% para o dezembro/21 e de 4,55% para o março/22. 

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam elevações de 3,96% para o julho/21, de 5,76% para o setembro/21, de 8,44% para o dezembro/21 e de 8,33% para o março/22, na comparação com a última sexta-feira (28).Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho de Chicago ganharam na sexta-feira com as previsões de condições quentes e secas em partes do meio-oeste dos Estados Unidos ameaçando o potencial de rendimento das safras recém-plantadas, em um momento de oferta global restrita após uma forte seca no Brasil.

A publicação destaca que, o aperto na disponibilidade global, vinculado às fortes importações chinesas e à deterioração das perspectivas para a próxima safra de milho do Brasil, tornou os mercados de grãos sensíveis às flutuações das previsões meteorológicas dos EUA.

“Você vai precisar de um rendimento do tipo recorde para o milho. A previsão atual claramente não ajuda”, disse Terry Roggensack, especialista em pesquisa agrícola do Hightower Report.

Embora o milho nos Estados Unidos não esteja em estágios cruciais de desenvolvimento, as condições quentes e secas podem reduzir a produtividade em um ano em que a oferta já é pequena, de acordo com Charlie Sernatinger, chefe global de futuros de grãos da ED&F Man Capital.

“Não é crucial para o desenvolvimento da planta, mas este é um ano em que precisamos de um rendimento de linha de tendência para equilibrar os custos de novos estoques finais de safra”, diz.

Comentários no Facebook

Comentários no Site

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Agência da Notícia. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agência da Notícia poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.
Comentários com mais de 1300 caracteres serão cortados no limite.

 
Sitevip Internet