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Notícias / Judiciário

16 Jun 2021 - 08:45

Acusados de fraudes na Saúde prestam depoimentos à Justiça

Grupo é acusado de destruir provas durante investigação sobre esquema de monopólio na Saúde

Mídia News

O juiz Paulo Cezar Sodré, da 7ª Vara Criminal Federal, está ouvindo nesta semanO juiz Paulo Cezar Sodré, da 7ª Vara Criminal Federal,a os réus na Operação Sangria, que investiga um suposto esquema de monopólio nos serviços de saúde de Cuiabá e em Mato Grosso. 
 
Entre eles está o ex-secretário de Saúde de Emanuel Pinheiro (MDB), Huark Douglas Correia.
 
A investigação apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas praticadas por médicos, que administravam empresas, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesar o erário público.
 
As fraudes se davam, segundo as investigações, por meio de contratos vinculados à secretarias estadual e municipal de Saúde com as empresas usadas pela organização, em especial a Proclin e a Qualycare.
 
O interrogatório teve início nesta segunda-feira (14) e acabará na quinta-feira (17). O processo corre em segredo de Justiça. 
 
As audiências dizem respeito ao processo criminal em que um grupo de médicos e servidores públicos é acusado de destruir provas durante as investigações sobre o monopólio nos serviços médicos.
 
O inquérito principal, que investigou o próprio monopólio, ainda não foi concluído pela Polícia Federal.
 
Depoimentos
 
A reportagem apurou que foram ouvidos na segunda-feira (14) o ex-secretário Huark Douglas Correia e Adriano Luis Alves Souza, um dos administradores da Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna (Proclin).
 
Nesta terça-feira (15), foram ouvidos ex-secretário-adjunto de Saúde de Cuiabá, Flávio Alexandre Taques da Silva, e os médicos Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Correa. 
 
Conforme apurou a reportagem, no depoimento desta terça-feira Adriano se reservou no direito de permanecer calado, não respondendo as questões do juiz e do Ministério Público Federal.
 
O ex-secretário Huark respondeu parte das perguntas. A reportagem não teve acesso aos questionamentos e respostas.
 
Na segunda-feira, Flávio negou que tenha alguma relação com a organização criminosa. Já os médicos Luciano e Fábio responderam parte das perguntas e se calaram sobre outras.
 
Na próxima quinta-feira (17) serão ouvidos a mãe de Fábio Liberali, Celita Natalina Liberali, Kednia Iracema Servo e Fábio Taques Figueiredo.
  
Após a finalização dos interrogatórios, o juiz vai abrir prazo para pedidos de diligências, tanto da defesa quanto da acusação. Em seguida, o magistrado abre prazo para as alegações finais, tanto da defesa quanto da acusação.
 
Destruição de provas
 
Segundo as investigações, o grupo mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) pudessem prestar serviço a entes públicos.
 
Em março de 2019, na segunda fase da Operação, a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), cumpriu mandado de prisão contra o Huark Douglas Correia, Fábio Liberali, Flávio Taques, Kednia Iracema Servo, Luciano Correia, Fábio Taques Figueiredo.
 
O delegado Lindomar Aparecido Tofoli, titular da Defaz à época dos fatos, explicou que no transcorrer das investigações do inquérito principal, ficou constatado que o grupo teria destruído provas e apagado arquivos de computadores para dificultar as investigações, além de ameaças feitas a testemunhas.

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