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16 Jul 2021 - 07:32

Câncer leva dois policiais para prisão domiciliar em Cuiabá

Magistrada determinou outras cautelares para investigar e militar

DIEGO FREDERICI

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
A juíza da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT), Ana Cristina Silva Mendes, concedeu o benefício da prisão domiciliar ao investigador da Polícia Judiciária Civil (PJC), Júlio César de Proença, e ao policial militar da reserva, Manoel José de Campos. Ambos são réus numa ação derivada da operação “Renegados”, que revelou a existência de uma quadrilha formada por policiais civis e militares de Mato Grosso que extorquia traficantes e golpistas

Em decisão do último dia 7 de julho, a magistrada atendeu aos pedidos justificando motivos de saúde enfrentados pelos réus. Júlio César de Proença acompanha a esposa num tratamento de câncer.

Já Manoel José de Campos trata um câncer de próstata. Ambos tiveram mandados de prisão expedidos na deflagração da operação “Renegados”, no dia 4 de maio de 2021.

Apesar de serem beneficiados com a prisão domiciliar, os policiais terão que cumprir outras medidas cautelares, como recolher-se diariamente, de segunda-feira a domingo, inclusive nos feriados, em casa, podendo sair somente para fins de tratamento de saúde próprio (em relação ao acusado Manoel José de Campos) ou da esposa (no caso do acusado Júlio César de Proença), devendo apresentar atestado ou justificativa ao juízo da causa no prazo de 24 horas. Além disso, os policiais terão que comparecer a todos os atos do processo para os quais forem intimados, se dirigir ao juízo mensalmente para comprovar a residência fixa, estão proibidos de manter contato com os demais investigados da operação “Renegados”, frequentar unidades prisionais de Mato Grosso e também irão utilizar tornozeleira eletrônica.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado (MPMT), Júlio César de Proença teria participado de uma extorsão contra outra quadrilha de golpistas que veio a Mato Grosso tentar sacar R$ 45 milhões da conta bancária de uma igreja evangélica, em Cuiabá. O valor milionário não foi sacado, mas os policiais conseguiram extorquir a “quadrilha adversária” em pelo menos R$ 20 mil. A "ação policial" ocorreu entre os meses de junho e julho de 2020.

Já Manoel José de Campos, também conhecido como “Nequinha”, teria dado “cobertura” a outros membros da quadrilha, policiais civis, que “roubaram” 9 KGs de cocaína e R$ 27 mil de um traficante de drogas de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, no ano de 2018.

RENEGADOS

A juíza da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT), Ana Cristina Silva Mendes, aceitou uma denúncia contra 25 policiais e ex-policiais, civis e militares, além de “apoiadores” e “informantes”, que fariam parte de uma organização criminosa que atuava na Polícia Judiciária Civil (PJC) de Mato Grosso. Os réus são acusados de concussão (receber ou exigir propina em razão do cargo que ocupam), roubo (com uso de arma de fogo, sob violência, mantendo as vítimas sob seu poder), além de “importar, produzir, transportar ou vender drogas”.

A decisão da juíza Ana Cristina Silva Mendes, publicada em 31 de maio de 2021, aponta ainda que a organização criminosa utilizou menores de idade para cometer os crimes. Tornaram-se réus Edilson Antônio da Silva, Alan Cantuário Rodrigues, Júlio Cesar de Proença, Paulo da Silva Brito, Rogério da Costa Ribeiro, André Luis Haack Kley, Frederico Eduardo de Oliveira Gruszczynski, Dhiego de Matos Ribas, Evanir Silva Costa, Raimundo Gonçalves Queiroz e Domingos Sávio Alberto de SantAna.

Ainda fariam parte da organização criminosa Reinaldo do Nascimento Lima, Natália Regina Assis da Silva, Manoel José de Campos, Jovanildo Augusto da Silva, Genivaldo de Souza Machado, Neliton João da Silva, Adilson de Jesus Pinto, João Martins de Castro, Delisflavio Cardoso Bezerra Da Silva, Sandro Victor Teixeira Silva, e Kelle de Arruda Santos, que também viraram réus no processo.

Segundo informações da decisão que aceitou a denúncia, a organização criminosa era dividida em quatro subgrupos - núcleo de integrantes da Polícia Judiciária Civil, núcleo de ex-integrantes da Polícia Judiciária Civil, núcleo de apoio aos integrantes e ex-Integrantes da Polícia Judiciária Civil e núcleo dos informantes. O MPMT revela que pelo menos 12 ações criminosas foram realizadas pelo grupo.Leia mais
 

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