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8 Out 2021 - 10:46

Riva paga R$ 11 mi e pede fim de processo por posse de fazenda

Área foi adquirida em sociedade com o ex-governador Silval Barbosa e é citada em delação premiada

Agência da Notícia com Redação do Mídia News

Agência da Notícia com Reprodução

O ex-deputado José Riva: fazenda é disputada em ação judicial e foi citada em delação premiada (Crédito: Agência da Notícia com Reprodução)

O ex-deputado José Riva: fazenda é disputada em ação judicial e foi citada em delação premiada

A empresa Floresta Viva, do ex-deputado estadual José Riva e familiares, pediu que a Justiça julgue improcedente uma ação que pede a reintegração de posse da Fazenda Bauru, localizada em Colniza. 

 

A ação foi ingressada pela Agropecuária Bauru, que vendeu a área para a empresa do ex-parlamentar em 2010, mas disse que não recebeu parte do dinheiro.  

 

A empresa Floresta Viva, entretanto, quer a improcedência, após comprovar que quitou o valor restante do acordado no contrato, no valor de R$ 11 milhões.

 

A fazenda ficou conhecida em Mato Grosso após Riva revelar em seu acordo de delação premiada que a comprou em sociedade com o ex-governador Silval Barbosa. Segundo Riva, parte do dinheiro que Silval investiu no negócio foi pago por meio de propina. 

 

A propriedade tem 46 mil hectares e foi vendida por  R$ 18,6 milhões. 

 
No pedido, a empresa do ex-deputado afirmou que o pagamento "atende ao princípio da manutenção e conservação dos negócios jurídicos. Princípio este amplamente agasalhado pela legislação civil, doutrina e jurisprudência pátria”. 
 
“Pelo exposto, requer o julgamento antecipado da lide, vindo a julgar improcedente a presente ação e pedido formulados pela requerente-reconvinda, mantendo e declarando válido e eficaz o contrato, declarando e reconhecendo o pagamento integral do preço pactuado, bem como julgar procedente a reconvenção nos integrais termos postulados pela requerida-reconvinte”, diz outro trecho do pedido.

 

O pedido ainda será julgado pela  juíza Vandymara Paiva Zanolo, da Quarta Vara Cível de Cuiabá.


A sociedade 

 

Na tratativa de negócio, conforme a delação , os 50% de reponsabilidade de Riva foram colocados no nome da empresa Floresta Viva, de propriedade dos seus três filhos e sua esposa, Janete Riva.

 

Já os 50% de Silval foi colocado no nome do advogado Eduardo Pacheco.

 

O ex-deputado ainda declarou que ele e Silval pagaram a entrada da fazenda, mas, no decorrer dos anos de 2011 e 2012, o ex-governador deixou de quitar as parcelas que eram de sua responsabilidade.

 

Riva disse que foi obrigado a pagar a parte de Silval, no valor de R$ 2,5 milhões.

 

Ainda em seu depoimento, Riva disse que em meados de 2014 cobrou Silval Barbosa para que ele pagasse a dívida referente ao pagamento da fazenda em Colniza.

 

O ex-parlamentar disse que dias após a promessa do ex-governador, no mês de agosto de 2014, o empresário Willians Mischur lhe procurou em sua casa, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá. 

 

De acordo com Riva,  os repasses foram feitos em uma parcela a vista de R$ 500 mil e o restante em diversos cheques de pequenos valores.


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