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29 Dez 2021 - 10:50

Proposta de Policiais penais é descartada por Mauro Mendes

Governador reafirmou que não negocia com categoria parada

Agência da Notícia com Redação do Araguaia Notícia

Agência da Notícia com Reprodução

 (Crédito: Agência da Notícia com Reprodução)
“O governo não tem nenhuma nova proposta para eles. Não é porque fez greve que o governador vai aumentar salário”. A afirmação é do governador Mauro Mendes (DEM) ao comentar sobre a greve dos policiais penais deflagrada no dia 12 deste mês. O movimento, foi declarado ilegal pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mas continua em vigor com a categoria se recusando a receber novos presos nas unidades prisionais do Estado.
A categoria exige reajuste salarial e equiparação com outras categorias da segurança pública, como as Polícias Civil e Militar, e não se desmobilizou diante de três decisões judiciais declarando o movimento ilegal e autorizando bloqueio de contas e aplicação de multa diária de até R$ 200 mil ao Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT) e de R$ 50 mil aos diretores. A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), setor especializado da Polícia Judiciária Civil em investigar organizações criminosas, também vai apurar a conduta dos policiais penais que estão descumprindo decisões judiciais.

Mauro Mendes argumenta que os policiais penais já recebem “praticamente” o mesmo salário dos policiais militares e pondera que não vai ceder à pressão, pois caso contrário, haverá um efeito cascata com outras categorias também deflagrando greve. “Eles não estão cumprindo as decisões judiciais. São inúmeras decisões judiciais, estão entrando numa situação delicada para o sindicato para penalizar algumas pessoas. Eu só lamento e não tenho nada a acrescentar além daquilo que o governo disse para eles no início, quando houve um diálogo com o sindicato”, ressaltou o governador em entrevista na manhã desta terça-feira (28).

O democrata esclareceu que a proposta do Governo foi apresentada no começo do mês em reunião doas representantes do Sindspen, com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho e com o secretário de Segurança, Alexandre Bustamante. “O que foi dito a eles numa reunião foi discutido comigo, eu não consigo falar com todo mundo, é impossível o governador conseguir falar com todo mundo que gostaria de falar comigo. O que foi dito a eles estava devidamente combinado comigo e com a minha autorização”, colocou o chefe do Palácio Paiaguás.

Mauro Mendes deixou claro que também não há possibilidade de conceder aumento parcelado, conforme chegou a sugerir o Sindspen-MT.  “O governo não tem nenhuma nova proposta pra eles. Não é porque fez greve que o governador vai aumentar salário. Se fosse assim era fácil. Eles já ganham praticamente igual policial militar, o ganho do policial penal está quase igual a maioria das faixas, só na primeira quando entra, que não”, comentou o governador.

Conforme o gestor, o Governo do Estado não vai ceder, pois caso contrário, abre precedente para policiais militares, civis, professores e servidores de outras categorias também cruzarem os braços exigindo reajuste salarial e novos enquadramentos. “Eu administro com lógica, com racionalidade e com bom senso. Não tem nada que nós possamos fazer. Só porque eles reivindicam, o Governo não é obrigado a dar aumento”, enfatizou.
Conforme Mauro Mendes, na reunião inicial antes da greve, deflagrada no dia 12 de dezembro, ficou bem claro que não haveria novas tratativas em caso de movimento paredista. “Foi dito na reunião com toda clareza, tem uma proposta hoje, se entrar em greve, a proposta está zerada. Não existe mais proposta e eles tomaram o caminho número 2. Então, hoje não tem mais proposta do Governo”, disse o gestor

BARRIL DE PÓLVORA

Mauro Mendes foi questionado se não teme que o sistema penitenciário vire um barril de pólvora com a greve em andamento sem previsão de acabar, com presos sendo privados de receber visitas. O gestor respondeu que a preocupação existe, mas haverá punições aos responsáveis.

“Eles vão ser responsabilizados por isso. Existem decisões judiciais. Claro que eu temo, mas se for assim, já pensou se a polícia parar também? Vira um caos, se os médicos pararem vira o caos. Mas e ai, todo mundo que parar o governo dá aumento?”, questionou o democrata.

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