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30 Dez 2021 - 09:34 | Atualizado em 30 Dez 2021 - 10:02

Renda per capita de Mato Grosso esta acima da media nacional: Municípios do Vale Araguaia se destacam

Em contrapartida, desigualdade socioeconômica entre as cidades do estado é imensa e expõe bolsões de pobreza

Agência da Notícia com Redação

Agência da Notícia com Reprodução

 (Crédito: Agência da Notícia com Reprodução)
Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE revelou, neste mês de dezembro de 2021, com dados colhidos desde 2019, que o PIB de Mato Grosso está em R$ 142,12 bilhões, enquanto a renda per capita estadual fechou em R$ 40.787 – mais de R$ 5 mil acima da média nacional de R$ 35.161,70.

Tão grande quanto à economia agrícola mato-grossense, todavia, é o desnível socioeconômico entre o bolsão dos municípios ricos e o gueto dos pobres. Enquanto o produto interno bruto (PIB) de Cuiabá é de R$ 24,6 bilhões, o de Araguainha patina em R$ 21 milhões.

A mesma desigualdade acontece também com a renda per capita, que em Campos de Júlio é de R$ 193.805,46 e em Alto Paraguai de R$ 10.754,99. O bolsão municipal considerado “primo rico” é puxado por Cuiabá, Várzea Grande e municípios com a economia alicerçada pelo agronegócio, todos com PIB acima de R$ 3 bilhões.

São eles: Rondonópolis, com R$ 11,3 bi; Várzea Grande, R$ 8,59 bi; Sinop, R$ 6,59 bi; Sorriso, R$ 6,23 bi; Lucas do Rio Verde, R$ 4,46 bi; Primavera do Leste, R$ 3,91 bi; Tangará da Serra, R$ 3,42 bi; Campo Novo do Parecis, R$ 3,40 bi; e Nova Mutum, R$ 3,15 bi. No outro extremo, Araguainha, R$ 21,07 mi; Ponte Branca, R$ 24,65 mi; Luciara, R$ 30,98 mi; Serra Nova Dourada, R$ 3,81 mi; e Reserva do Cabaçal, R$ 3,84 mi.

Sapezal, com R$ 2,59 bi puxa um grupo de municípios com PIB acima de R$ 1 bi. São eles: Diamantino, Barra do Garças, Alta Floresta, Campos de Júlio, Nova Ubiratã, Barra do Bugres, Itiquira, Canarana, Juína e Água Boa com R$ 1,07 bi.

A desigualdade também se repete na renda per capita, que é importante indicador social. Municípios do agronegócio têm os melhores desempenhos: Campos de Júlio, com R$ 193.805,46; Santa Rita do Trivelato, R$ 150.426,30; Diamantino, R$ 111.197,06; Nova Ubiratã, R$ 108.284,61; Sapezal, R$ 100.073,42; Itiquira, R$ 96.869,10; Campo Novo do Parecis, R$ 96.181,92; e Ipiranga do Norte, R$ 95.783,77. Na outra ponta, Alto Paraguai, R$ 10.754,99; São José do Povo, R$ 11.204,39; Pontal do Araguaia, R$ 11.889,01; São Pedro da Cipa, R$ 13.837,47; Reserva do Cabaçal, 14.086,76; Luciara, R$ 14.918,12; e Ponte Branca, R$ 15.643,79.

Dentre os municípios com melhor desempenho no PIB, a maior renda per capita é a de Campo Novo do Parecis, com R$ 96.181,92; e as piores, de Várzea Grande, com R$ 30.166,68, e Tangará da Serra com R$ 32.992,97. Cuiabá com R$ 40.199,11 tem o índice pouco abaixo da média estadual, de R$ 40.787.

Mato Grosso tem 20 municípios entre os 100 que lideram a adição do valor básico da produção agropecuária (VBP). Sorriso é o segundo no ranking nacional, com R$ 1,46 bi; Diamantino, o quarto, com R$ 1,46 bi; Campo Novo do Parecis, o quinto, com R$ 1,36 bi; seguidos por Sapezal, Nova Mutum, Campo Verde, Nova Ubiratã, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Campos de Júlio, Itiquira, Paranatinga, Querência, Canarana, Brasnorte, Tapurah, Ipiranga do Norte, Denise, Alto Taquari e São Félix do Araguaia.

O perfil populacional é de médias e pequenas cidades. Incluindo Cuiabá, são 15 acima de 40 mil habitantes: Várzea Grande (290.383), Rondonópolis (239.613), Sinop (148.960), Tangará da Serra (107.631), Cáceres (95.339), Sorriso (94.941), Lucas do Rio Verde (69.671), Primavera do Leste (63.876), Barra do Garças (61.702), Alta Floresta (52.105), Pontes e Lacerda (46.105), Nova Mutum (48.222), Juína (41.190) e Colniza, município instalado em 1º de janeiro de 2001 tem 41.117.

Dentre os menores, Araguainha tem 909 habitantes, Ponte Branca (1.525), Luciara (2.036), Ribeirãozinho (2.439), Santa Cruz do Xingu (2.700), Reserva do Cabaçal (2.754), Indiavaí (2.806), Novo Santo Antônio (3.014), Vale de São Domingos (3.124), Nova Marilândia (3.332) e Tesouro (3.761). Aripuanã com 27.960 km² territorialmente é o maior município. Outros sete têm áreas acima de 20 mil km²: Colniza, Apiacás, Paranatinga, Comodoro, Cáceres, Juína e Juara. Alguns são pequenos: São Pedro da Cipa tem 344 km² e Arenápolis 417 km².

A extensão cria situações atípicas, como acontece em São Félix do Araguaia, onde a prefeita Janailza Taveira (SD), tem que percorrer 400 quilômetros nos dois sentidos para ir de sua cidade ao distrito de Espigão do Leste. Impulsionado pelo agronegócio, Ipiranga do Norte, instalado em 2005, tem 8.182 habitantes ao passo que a população de General Carneiro, município criado em 1963, é de 5.726 habitantes.

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