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13 Jan 2022 - 10:25

Barbudo defende seu projeto de lei e quer aprovação: "O nosso projeto é para regulamentar a caça"

Matéria deve voltar à pauta após o recesso parlamentar; deputado acusa oposição de espalhar mentiras

Redação Agência da Notícia com Mídia News

Mídia News

Foto: (Crédito: Mídia News)

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O deputado federal Nelson Barbudo (PSL) rebateu as críticas da oposição a respeito do projeto de lei de sua autoria que visa regulamentar a prática da caça esportiva de animais no Brasil. Para ele, a matéria irá beneficiar principalmente os produtores do País.

De acordo com Barbudo, a oposição estaria espalhando notícias falsas de que ele estaria tentando liberar a caça indiscriminada, inclusive usando uma foto dele abatendo uma onça pintada.

Barbudo afirmou que o texto prevê que toda ação será regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“O nosso projeto é para regulamentar a caça. Não é simplesmente o projeto ser aprovado que cada um vai pegar uma espingarda e sair dando tiro e matando pomba, perdigão, queixada, cateto, onça... Oras, isso não existe no mundo de hoje, onde todos queremos preservar”, rebateu.

“Usaram uma foto minha abatendo uma onça pintada. Ninguém é menino, ninguém é hipócrita. Vocês acham que eu iria fazer um projeto para liberar a matança de onça pintada? Claro que não. O Ibama regulamentará”, acrescentou.

Segundo ele, o projeto visa "proteger" os produtores do país de animais que estariam se reproduzindo de forma desordenada na natureza. Dessa forma, o Ibama regulamentaria o abate do excedente.

“Por exemplo, o javali no Rio Grande do Sul está causando danos incomensurável aos produtores. O javali não é vacinado e pode ser portador de doenças para suínos. Imagina se a doença entrar no Rio Grande do Sul, com os milhares de produtores de carne suína que existem? O prejuízo seria de bilhões”, disse.

Outro caso citado por Barbudo foi a de búfalos em Rondônia que, segundo ele, trata-se de uma situação atualmente “fora de controle”, que poderia trazer prejuízo aos produtores mato-grossenses.

“O Búfalo, não sendo vacinado, pode trazer a febre aftosa aos bovinos. Se chegar a aftosa novamente no Brasil, quebra a pecuária mato-grossense, quebra a pecuária nacional”, citou.

“Se não houver o controle, a doença vai chegar e vai haver uma estagnação da exportação de carne bovina. Imagina o Brasil sem exportar a carne bovina para China? O tamanho do prejuízo. Nós estamos preocupados é com a sanidade do nosso rebanho bovino. E para isso precisa haver o controle. E não há controle sem abate”, completou.

O projeto polêmico não conseguiu passar pela última votação, segundo o deputado, em razão de uma “manobra da esquerda”, mas volta para a pauta este ano, após a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, em 2 de fevereiro.

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