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11 Abr 2014 - 13:58

Sem salários, médicos "terceirizados" pedem demissão

Até o momento, seis profissionais se demitiram da emergência da UPA Morada do Ouro

Mídia News

 A falta de pagamento aos médicos contratados pela empresa Guarujá Centro de Atendimento, Diagnóstico, Terapia e Assistência Médica de Trabalho, no box de emergência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) - também chamado de "sala vermelha" -, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, fez com que seis profissionais abandonassem as funções, no último fim de semana.

A questão tem causado confusão na área da Saúde Pública da Capital. A empresa diz que houve atraso nos repasses, enquanto os profissionais contratados pelo Município reclamam que a demanda da emergência tem sobrado para eles.

Ao MidiaNews, o responsável pela Guarujá Centro de Atendimento, médico Douglas Gonzales, afirmou que a Secretaria Municipal de Saúde atrasou o repasse por três meses e, dessa forma, o pagamento aos médicos ficou prejudicado.

“Tivemos problema com repasse por parte do Município, que ficou mais de três meses sem encaminhar o recurso e, por isso, não consegui pagar os médicos. Vários deles pediram para não fazer mais plantões. Eles, no entanto, foram substituídos”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Werley Peres, confirmou o atraso, porém disse que o salário foi quitado na semana passada e que o problema ocorreu devido a uma "mudança no sistema".

“Nós tínhamos o recurso, mas, pelo novo sistema Fiplan, implantado no Município, eu não posso pagar sem prévio empenho às empresas terceirizadas. Como é um formato que começou a funcionar recentemente, houve esse pequeno problema, que, no entanto, já está regularizado”, explicou.

Sobrecarregados

Apesar de o responsável pela Guarujá Centro de Atendimento afirmar que os médicos que pediram demissão foram prontamente substituídos, profissionais contratados pela Prefeitura afirmam que estão sobrecarregados.

Um deles, que preferiu não se identificar, temendo demissão, afirmou ao site que, no feriado de terça-feira ontem (8), não havia um médico sequer na "sala vermelha".

“Acaba sobrando para os outros médicos e, assim, um atendimento de urgência, que às vezes toma mais de uma hora, vai prejudicar lá na ponta, porque nesse mesmo tempo quatro pessoas poderiam ter sido atendidas. Além disso, não ganhamos a mais para fazer um trabalho que não é o nosso”, explicou o médico.

Na tarde de quarta-feira (9), a reportagem do MidiaNews esteve no local. A gerente da Unidade de Pronto Atendimento, Enedil Mendes, afirmou que estavam trabalhando dois clínicos gerais, dois pediatras para os pacientes em geral. Um médico atendia na sala vermelha.

Normalmente, segundo Enedil, são mais dois clínicos para os pacientes. A gerente não quis comentar a falta de profissionais na urgência e emergência.

Conforme o secretário municipal de Saúde, a substituição dos profissionais é um problema da empresa e deve ser solucionada por ela.

Peres, por outro lado, admitiu que a contratação de uma empresa se deve à especialidade necessária dos profissionais no atendimento na sala vermelha, que, em julho do ano passado, quando a UPA foi inaugurada, se revelou inviável ao Município.

“Na época, a Prefeitura não conseguiu profissionais dentro da rede que tivessem perfil para atender a sala vermelha, que exige um pouco mais de conhecimento de urgência e emergência, que é praticamente um semintensivo”, explicou.

A sobrecarga dos contratados foi motivo, inclusive, de dois Boletins de Ocorrência dos profissionais contratados.

Nos relatos, um do último domingo (6) e outro de terça-feira, os profissionais informam que faltam médicos desde o último sábado (5).

Os documentos foram divulgados pelo site Gazeta Digital.

 
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