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11 Abr 2014 - 14:10

Empresas cancelam voos no Brasil por paralisação

TAM cancelou cinco voos com destino ou partida do Aeroparque

Agência Brasil

 A Gol Linhas Aéreas informou que havia cancelado seis voos, até 13h33 desta quinta-feira (10), por causa da greve geral deflagrada na Argentina. A companhia acrescentou que os passageiros foram realocados para os voos desta sexta-feira (11), nos aeroportos Aeroparque ou no Ezeiza.

A empresa orienta os passageiros que partem ou se destinam ao Aeroparque Jorge Newbery - que teve suas atividades paralisadas - que entrem em contato com o SAC da companhia através do número 0800 704 0465, no Brasil, ou pelo telefone 0810 2663 131, na Argentina.

TAM cancela cinco
Ainda em virtude do fechamento do aeroporto por causa da greve, a TAM declarou que até 13h20 desta quinta havia cancelado cinco voos da companhia: dois com saída do Aeroporto de Guarulhos - JJ 8008, JJ 8010 - e três com retorno ao mesmo aeroporto e saída do Aeropaque - JJ 8005, JJ 8009 e JJ 8015.

A empresa ressaltou que as operações nos aeroportos de Buenos Aires/Ezeiza e Rosário não foram impactadas e acrescentou que os clientes prejudicados podem contatar a Central de Vendas pelo telefone 4002-5700 (capitais) e 0300-570-5700 (demais localidades), no Brasil, e 0810-333-3333, na Argentina, e efetuar a remarcação de seus bilhetes com isenção de taxas e da diferença tarifária para viagens até 17 de abril.

Outros voos cancelados

As companhias aéreas Aerolíneas Argentinas, Austral, LAN e outras empresas privadas paralisaram suas operações, confirmou o titular da Associação de Técnicos Aeronáuticos (APTA), Ricardo Cirielli, à rádio Continental.

A chilena LAN, que conta com quase 30% do mercado doméstico argentino, "se viu na obrigação de cancelar todos os voos dentro da Argentina e alguns internacionais devido à greve", explicou a empresa.
O protesto, ao qual aderiram os sindicatos dos transportes públicos e importantes associações de caminhoneiros e servidores públicos, reivindica um reajuste dos salários e uma redução dos altos impostos que incidem sobre a renda, após uma desvalorização do peso argentino de 35% em 12 meses.

Confronto

Piquetes realizados em vias de Buenos Aires na Argentina, terminaram em confronto entre manifestantes de esquerda e policiais que tentavam dispersá-los nesta quinta-feira (10), dia em que as centrais sindicais convocaram uma greve geral no país, desafiando a presidente Cristina Kirchner.

Desde a madrugada grupos de esquerda radical formaram piquetes nas principais rotas de acesso a Buenos Aires.

Segundo o jornal argentino Clarín, a rota Panamericana, que dá acesso à capital federal, amanheceu bloqueada nesta manhã. Policiais foram para o local e houve um confronto. Os policiais dispararam balas de borracha, enquanto alguns manifestantes responderam jogando pedras.

A greve começou no primeiro minuto desta quinta com o cessar das atividades nos postos de combustível e transporte público, setor-chave para que a ação sindical tenha êxito neste país de 40 milhões de habitantes.

 
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