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11 Abr 2014 - 14:55

OSS faz acordo e deixa de administrar três hospitais públicos em MT

Superintendente do Ipas alegou 'desgaste' entre o instituto e o governo. Estado assume hospitais até que novo modelo de gestão seja escolhido.

G1 MT

 Três hospitais públicos de Mato Grosso deixaram de ser administrados pelo Instituto Pernambucano de Assistência Social (Ipas), uma Organização Social de Saúde (OSS). O governo de Mato Grosso confirmou nesta sexta-feira (11) que encerrou de forma "amigável" o contrato com o Ipas, que administrava o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, o Hospital de Colíder e Hospital Regional de Alta Floresta, municípios a 648 e 800 km da capital.
O superintendente do Ipas, Edermar Paula Costa, informou ao G1 que a decisão foi tomada em comum acordo. No entanto, afirmou que houve um desgaste com o trabalho de coordenar as três unidades de saúde.
“A diretoria [da Ipas] não está disposta a manter esse desgaste. Pegamos hospitais fechados e o colocamos em plenas condições. O Ipas e o governo já vinham conversando sobre isso [romper o contrato]. Saímos com a consciência tranquila, sabendo que todo o recurso foi aplicado na sua finalidade. Hoje o estado tem uma visão melhor e maior sobre o que é o custo da implantação do serviço de saúde e qualidade”, comentou ao G1.
Segundo o superintendente, o quadro de funcionários dos hospitais deverá ser mantido. A partir de agora, o governo de Mato Grosso vai assumir a administração dos três hospitais por um prazo de até 120 dias. No final desse período, o estado deve definir qual será o novo modelo de administração.
Medicamentos vencidos
Em janeiro deste ano a Farmácia de Alto Custo já havia passado a ser administrada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) por conta da rescisão de contrato com o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas). No ano passado, medicamentos vencidos foram encontrados no almoxarifado da Central Estadual de Abastecimento de Insumos de Saúde.
Os medicamentos de alto custo deveriam ser destinados para o tratamento de pacientes com câncer, problemas neurológicos e outras doenças graves. Entre os medicamentos, uma grande quantidade de caixas com leite, um suplemento alimentar especial, também foi flagrada no espaço.
Sobre os medicamentos vencidos, o superintendente do Ipas voltou a afirmar que a instituição não foi responsável pelo vencimento dos remédios.

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