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Notícias / Agronegócio

14 Abr 2014 - 07:55

China já comprou US$ 500,9 mil em milho de Mato Grosso no primeiro trimestre de 2014

A abertura dos portos chineses para o milho brasileiro teve suas negociações iniciadas em 2013, quando o então secretário de Políticas Agrícolas

Agro Olhar

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 As exportações de milho somaram no primeiro semestre de 2014 US$ 571,9 milhões. Deste montante US$ 500,9 mil são de milho adquiridos pela China, que no último dia 8 de abril aprovou um acordo com o Brasil liberando a importação do cereal. Para o setor produtivo mato-grossense é uma conquista a abertura dos portos chineses para o milho brasileiro.

A abertura dos portos chineses para o milho brasileiro teve suas negociações iniciadas em 2013, quando o então secretário de Políticas Agrícolas, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, hoje ministro da entidade, foi para a China construir um protocolo de venda de milho. De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Carlos Favaro, a China em 2013 comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho. “Porém, não adquiriu nada do Brasil. O que está iniciando neste ano, como já podemos ver nos dados da balança comercial”.

Levantamento da balança comercial do agronegócio, divulgada no dia 10 de abril, pelo Mapa, revela que a China comprou de Mato Grosso cerca de 2,897 mil toneladas de milho, que somaram US$ 550,9 mil. “A China é uma oportunidade para o Brasil. Ela já conhece o nosso padrão de produção, comercial e as nossas dificuldades. É uma grande conquista a liberação dos portos para o nosso milho”, diz Favaro.

O presidente da Aprosoja-MT salienta que Mato Grosso tem vocação para realizar duas safras ao ano, porém o produtor não pode pensar apenas nas exportações e sim nas oportunidades do mercado interno, como é o caso do etanol de milho, que já é fabricado em duas usinas sucroalcooleiras flex (produz etanol de cana-de-açúcar e de milho).

Por que novos mercados?

Um dos fatores que contribuíram para a liberação da importação de milho do Brasil é que a China quer diminuir a sua dependência dos Estados Unidos, tendo-se em vista que o país norte-americano fornece hoje mais de 90% do milho comprado pelo país asiático.

“O milho é o produto mais produzido no mundo e até pouco tempo atrás os países se auto sustentavam. O comércio internacional aumentou devido o crescimento populacional e a matriz energética dos Estados Unidos”, explica Favaro. Conforme o presidente da Aprosoja-MT, os Estados Unidos para suprir sua demanda energética passou a produzir etanol de milho. “Os Estados Unidos produz, hoje, praticamente para seu próprio consumo”, completa.

Segundo o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA na sigla em inglês), divulgado em 9 de abril, o país norte-americano colheu na safra 2013 353,75 milhões de toneladas de milho.

O acordo de liberação da importação do milho brasileiro foi assinado no dia 31 de março Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China. A demora para a assinatura, uma vez que as negociações iniciaram ainda em 2013, deveu-se a decisão da China por quais tipos de milho produzidos pelo Brasil era aceitáveis para compra.

Apesar do setor produtivo já comemorar o novo mercado para o milho, o Ministério da Agricultura afirma não ter recebido ainda uma comunicação formal da China sobre o Acordo.

 
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