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14 Abr 2014 - 10:40

Fechamento de abrigo no AC pode trazer haitiano para MT

Segundo Casa do Migrante, cerca de 2 mil estão na Grande Cuiabá

Mídia News

  fechamento do abrigo de haitianos e senegaleses, na cidade de Brasileia, no Acre, e na fronteira da Bolívia com o Peru, na semana passada, deve ocasionar reflexos em Mato Grosso, que já abriga cerca de dois mil imigrantes do Haiti na Capital e região.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, cerca de 1.500 pessoas que moravam no abrigo acreano estavam em situação degradante, com esgoto a céu aberto, ausência de banheiros e de água potável para o consumo.

Agora, grande parte deles deve ir para Rio Branco (AC) ou Porto Velho (RO).
Apesar de não ser o destino prioritário dos haitianos, Mato Grosso é rota e acaba sendo destino final.

O fato ocorre, segundo o padre Olmes Milani, coordenador da Pastoral do Migrante, por ser o único local que abriga os imigrantes aqui, porque o dinheiro, já escasso, acaba no meio do caminho.

“Fechando lá, a gente sabe que terá um aumento aqui, assim como sabemos que Rio Branco e Porto Velho não são destinos, e sim passagens. Eles tendem a vir para Cuiabá, com destino ao Sudeste, e acabam parando aqui por que não têm mais recurso para ir para frente. Não somos preferência”, disse o religioso.

Na análise do padre, o fechamento do abrigo em Brasileia também trará outro reflexo ao Estado: na taxa de emprego, que devido às obras da Copa do Mundo, tem tido uma grande oferta no setor da construção, mas que deve ter um recuo nos próximos meses.

“Até que existe certa facilidade de conseguir emprego, mas estamos vendo uma desaceleração da indústria civil em Cuiabá, que era a que mais dava emprego. A ‘febre’ da Copa está passando e não existem novos investimentos”, explicou.

“A partir de agora, nossa preocupação, tanto pela desaceleração das ofertas como pela chegada de novas pessoas, é muito grande e tememos uma população de imigrantes desempregados”, completou o padre.

Ainda que o futuro seja temeroso, Olmes garantiu que, hoje, a maior parte dos haitianos está empregada em Cuiabá.

Poder público

O alto número de haitianos e as constantes superlotações na Casa do Migrante não têm sido suficientes para alertar parte do poder público na questão social e econômica.

Conforme o padre Olmes Milani, por parte do Governo do Estado, não há ajuda. O auxílio vem por meio da Prefeitura de Cuiabá e do Governo Federal.

“O Município tem ajudado bastante, destacando assistente social para os haitianos. O Estado é omisso e o Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho, destacou um instrutora para negociar contratos de trabalho, de forma que todos saem com documentação legalizada”, disse Olmes.

Outro lado

No Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, o superintendente da Promoção da Igualdade Racial, Pedro Reis, confirmou que não há condição de abrigar, em nenhum local atualmente, os imigrantes.

“Nós não temos abrigos e o que temos é uma parceria com a Casa do Migrante. Então, também não temos condições de ter um abrigo ou casa para os novos que virão. O que podemos ajudar é na oferta de emprego”, disse.

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