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Notícias / Política

15 Abr 2014 - 11:40

Câmara de Cuiabá deve votar nesta 3ª pedido de cassação de ex-presidente

Relatório da Comissão de Ética pede a cassação de João Emanuel. Vereador é suspeito de fraudar licitações da Câmara para obter vantagens.

G1 MT

 A Câmara de Vereadores de Cuiabá deve votar nesta terça-feira (15) o relatório da Comissão de Ética da Casa de Leis que pede a cassação do vereador João Emanuel Moreira Lima (PSD), acusado de supostas fraudes em licitações da instituição durante o período em que presidiu o Legislativo. A Comissão de Ética concluiu que houve quebra de decoro parlamentar. Porém, o vereador ingressou com um recurso pedindo a suspensão do trabalho de investigação, que foi negado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
O advogado do vereador, Rodrigigo Cirineu, alegou ao G1 que houve uma suposta 'armação' dos vereadores para prejudicar o seu cliente'. "Houve irregularidades na constituição das provas e 'armação' para produzir essas provas. Vamos provar isso em um vídeo", declarou.
A votação do relatório está prevista para começar às 9h [horário de Mato Grosso]. Para a cassação do parlamentar, são necessários 13 votos favoráveis dos vereadores. O vereador vem sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suspeita de fraude em licitações e de esquema de falsificação de documentos de terrenos, que eram dados como garantia a agiotas em empréstimos para angariar recursos para investir na sua eventual campanha eleitoral a deputado estadual neste ano.
Por suspeita de tentar prejudicar as investigações, João Emanuel chegou a ser preso no dia 26 do mês passado. Dois dias depois, no entanto, ele ingressou, por meio do seu advogado, com um pedido de revogação da prisão e foi solto.
Antes de ser preso, João Emanuel foi alvo da Operação “Aprendiz”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Documentos foram apreendidos na casa dele no ano passado para auxiliar na apuração dos indícios de irregularidades. Além disso, ele teve o telefone grampeado pela Justiça. Nas escutas, o parlamentar aparece em conversas supostamente com outros suspeitos de integrar o esquema que usava laranjas para pedir empréstimos bancários, dando como garantia veículos não alienados, em transações ilegais conhecidas como golpe do 'Finan'.

 
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