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Notícias / Artigos e Opinão

5 Jan 2015 - 11:15

A maré encheu, a maré vazou

Governos apoiam a adoção de leis, normas, mas só isso não basta para um futuro sustentável

Agência da Notícia com ROMILDO GONÇALVES

 O que acontecerá se a temperatura subir 2 graus nos próximos 100 anos? Vamos começar esse artigo indagando!

Se desde 1880 quando iniciaram os primeiros registros e medições do clima no mundo, a temperatura global subiu 0,85 graus foi o suficiente para criar inúmeros descompassos na natureza.

Condições climáticas improváveis se espalham, com vários exemplos mundo afora: calor no ártico, chuva torrenciais na índica, estiagem e secura nos mananciais de são Paulo, no nordeste brasileiro...

Tudo isso por apenas uma elevação de 0,85 graus ao longo dos últimos 130 anos.

A cúpula do Clima das Nações Unidas = COP, é um referencial de encontro anual, no qual os países revelam seu grau de comprometimento com metas destinadas a planejar ações para um planeta saudável. "O que se fez e o que não passou de promessas nos acordos assinados mundo afora visando à preservação a continuidade da vida? A assinatura de documentos não garante o cumprimento das metas que se estabelecem"

A 20ª edição deste evento foi realizada nas duas últimas semanas de 2014 em Lima na capital peruana. E já começaram a rascunhar novas metas para o próximo encontro em 2015 em Paris na Capital Francesa.

É nobre o apoio dos governos à adoção de leis, normas, regras e procedimentos para um futuro sustentável. Mais só dará certo com a efetiva participação da sociedade, adesão e parceria da iniciativa privada em busca do bem comum para um mundo ecologicamente equilibrado.

A história ensina quão é decisiva a participação da iniciativa privada em toda transição feita pela sociedade no combate clorofluorcarbonos = CFCS em 1989.

Naquele ano 36 países iniciaram uma luta sem trégua para eliminar de vez a emissão desse gás danoso à vida. Obtiveram 100% de sucesso nessa empreitada, quando as grandes empresas se convenceram em entraram em campo.

Em 1992, novas iniciativas onde 178 países assinaram novos compromissos para a sustentabilidade do planeta.

Um estudo feito pela ONU vai direto ao ponto: Mostrando 86% dos investimentos globais, do setor privado tem um papel vital na transformação para um mundo mais sustentável.

É nobre o empenho dos governos em criar decretos com faróis a iluminar o caminho de empresas e indivíduos na direção de um modo menos agressivo ao meio ambiente. Mais tudo aquilo que foi combinado na “COP” tende a virar letra morta sem à adesão da iniciativa privada e da sociedade.

Seguindo essa linha pontuaremos que país foi o bom aluno iniciado em 1997, com o protocolo de Kyoto? 1º = Islândia 85% da energia consumida naquele pai proveem de fontes renováveis usinas geotérmicas. 2º = Canadá o país polui menos do que a capacidade de sua biodiversidade. 3º = Suécia incentivo financeiro a produção de carros elétricos, rígida taxação as fontes poluidoras.

4º. Noruega = 97% da energia consumida vem de fontes limpas. 5º. Brasil = criação de legislações rígidas na década de 90, produção de energia renováveis, novas tecnologias de monitoramento, combate ao desmatamento, incêndio florestal. Embora na última década os dois exemplos pontuados voltassem a recrudescer no país.

O que se fez e o que não passou de promessas nos acordos assinados mundo afora visando à preservação a continuidade da vida? A assinatura de documentos não garante o cumprimento das metas que se estabelecem.

Protocolo de Kyoto em 1997: 191 países assinaram acordo; Agenda 21 Rio de Janeiro 1992: 178 países assinaram; Copenhague 2009: 141 países assinaram; Declaração de Nova York Sobre Florestas 2014: 28 países assinaram. Iniciativas sustentáveis não funcionam por decretos, é preciso por a mão na massa.

Controlar o planeta por decreto seria possível? A longa história mostra que muitos acordos ficaram apenas nas promessas.

Decisões governamentais são muito importantes na criação de leis, regras, normas, procedimentos...

São muito bem vindos, mas, menos estados é sempre bom.

ROMILDO GONÇALVES é biólogo, professor e pesquisador da UFMT/Seduc.

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