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16 Abr 2014 - 15:40

Mulher arrastada por 800 metros deve passar por ao menos 10 cirurgias

Prioridade é retirar tecidos necrosados para diminuir o risco de infecções

 A mulher arrastada por um carro cerca de 800 metros deve passar por até 10 cirurgias para poder restabelecer as funções do corpo comprometidas pelo acidente na madrugada de domingo (13), em Rio do Sul. A afirmação é do chefe do serviço de cirurgia plástica do hospital Regional do Alto Vale, Amir El Haje.

Segundo o médico, a prioridade é garantir a preservação da vida. Para isso, são realizados procedimentos para retirar a pele necrosada pelas queimaduras causadas durante o arrastamento. Na manhã desta quarta-feira (16), o quadro clínico dela era considerado estável.
Maristela Stringhini, de 40 anos, estava de moto com o marido quando foi atingida por um carro após um desentendimento no trânsito. As versões dos envolvidos são contraditórias, mas segundo a Polícia Civil, o capacete ficou preso ao eixo do veículo e ela foi arrastada até se soltar do veículo que seguiu viagem. A vítima teve múltiplas fraturas pelo corpo.

“A Maristela é considerada uma paciente politraumatizada. Todos os locais do corpo dela têm alguma lesão, desde a face até os pés. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau por causa da abrasão causada pelo impacto com o asfalto. Nestes casos, você não pode preservar a pele, tem que tirar, porque é uma porta de infecção”, explica El Haje.
O especialista explicou ainda que a mulher perdeu 100% de um seio e 90% do outro. Ela sofreu também fraturas no nariz, órbita e queimaduras generalizadas, especialmente no tórax e parte posterior do corpo. “No joelho e cotovelos, ela teve exposição da parte óssea”, complementa o médico.

A expectativa da junta médica é conseguir fazer um procedimento cirúrgico a cada 48 horas, mas isto depende da evolução da paciente. El Haje explica que a primeira fase do tratamento consiste na preservação da vida, quando serão feitos de quatro a cinco procedimentos para limpeza e retirada da pele necrosada. Depois, a equipe cirúrgica passará para a fase de recuperação das funções, quando serão implantados enxertos nas partes que perderam músculo e pele. A terceira etapa do tratamento é a estética, quando deve ser feita a reconstrução da mama.

“É uma paciente que tem um perfil muito bom. Ela se ajuda muito e tem um apoio psicológico da família”. Comenta o médico que afirma ter expectativa de fazer cirurgias seriadas, mas não há previsão de quando a mulher poderá receber alta.

Primeira cirurgia

Nesta terça-feira (15), Maristela passou pelo primeiro procedimento cirúrgico. A equipe médica retirou a parte necrosada do corpo dela, especialmente da região do tórax e mamas. “Nós tivemos que tirar partes do músculo, porque ainda havia asfalto impregnado. Preservamos a glândula mamária para depois reconstruir”, observa o cirurgião plástico. Maristela também teve fraturas no nariz e na órbita corrigidas, além da retirada da pele morta em outras regiões do corpo.

 
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