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Notícias / Política

16 Abr 2014 - 16:00

Aécio não se opõe à divisão de palanque

Aécio Neves disse, em entrevista exclusiva para A Gazeta, que se for uma deliberação do partido no Estado

No Poder

 Pré-candidato do PSDB à presidência da República, senador Aécio Neves disse, em entrevista exclusiva para A Gazeta, que se for uma deliberação do partido no Estado, sob Nilson Leitão, a Executiva nacional da agremiação não irá se impor contra a formação de um palanque suprapartidário em Mato Grosso. “Se for uma posição do partido (Mato Grosso), não vejo impeditivo”. A declaração de Aécio se reporta a possibilidade de formação de aliança com o PDT do pré-candidato ao governo, senador Pedro Taques, numa costura eminente com o PSB estadual, que em âmbito nacional referenda o presidenciável Eduardo Campos.

Aécio se reúne com Taques e outros líderes do cenário nacional, como o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), nesta quarta-feira, em Campo Novo dos Parecis, após a realização da 7ª Parecis SuperAgro, no município, que divulga as culturas de segunda safra, a safrinha de Mato Grosso.

A chegada de Aécio ao evento está prevista para as 8h, devendo permanecer na cidade até o fim da manhã. O tempo será suficiente para tratar de assuntos relevantes em relação ao projeto político em Mato Grosso. No estado, os tucanos afunilam os planos com o PDT, o DEM, o PPS, o PV e o PSB do prefeito Mauro Mendes, um dos principais coordenadores da pré-campanha de Taques.

Senador Aécio Neves deixou claro o discurso que levará adiante para tentar reduzir as chances de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Ao se reportar ao cenário da logística no Estado, cutucou seriamente o governo federal, que para ele, é o culpado pelos caos no setor, com ineficácia de ações e investimentos, passando pela infraestrutura portuária do país, estradas e modais de transporte.

“Quando eu estive aí em Mato Grosso já disse que o quadro mais parece uma estagnação de 10 anos atrás. Falo da questão das ferrovias, dos portos sem investimentos que estão sem estrutura e o Brasil está assim, podemos dizer sem planejamento. Em Mato Grosso temos que rever a situação das BRs-163 e a 242. O Brasil vem se transformando em um cemitério de obras inacabadas. O Estado (MT) é um dos que mais produzem e ajudam a balança comercial e não existe a contrapartida. Se não fosse o agronegócio não teríamos esse crescimento no país”, asseverou.

Nilson Leitão, que coordena a campanha de Aécio no Centro-Oeste, segue a mesma linha de ataques ao governo federal quando o assunto é a “atenção do governo federal para o Estado”. Favorável aos tucanos é a história eleitoral, considerando os últimos pleitos negativos ao PT.

Atento ao potencial eleitoral do agronegócio, o PSDB estadual já trabalha na linha da arregimentação de correligionários vinculados ao setor. Leitão assegura que o partido apresentará chapa proporcional com “novas opções de representantes do povo”, em menção a possibilidade de ter na lista de candidatos nomes fortes dessa área.

O palanque de Taques está em plena evolução, colocando o senador pedetista como uma das principais vias para vencer as eleições, se configurado o atual panorama em que o senador Blairo Maggi (PR) mantém posição oficial de não encabeçar chapa majoritária. Com o afastamento do PR das conversações junto a oposição, os partidos apoiadores de Taques sentem um campo mais favorável para dar sequência ao fechamento de composição. Nesse enredo ganha força a bandeira do DEM à reeleição do senador Jayme Campos.‘

Ao avaliar os passos a serem dados, Aécio Neves reiterou que a Executiva nacional trabalha para apresentar à população um programa de governo capaz de desenvolver o Brasil pautado na “transparência” das ações.

 
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