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17 Abr 2014 - 13:53

Mato Grosso é o 2º que mais desmatou no país

Além do corte raso (desmatamento completo), o Imazon monitora as florestas degradadas – que sofreram intensa exploração, mas não foram completamente desmatadas.

Agro Olhar

 O desmatamento da Amazônia voltou a subir, de acordo com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente e da Amazônia (Imazon). Em março, a floresta perdeu 76 quilômetros quadrados (km²) de vegetação, aumento de 35% em relação ao mesmo mês de 2009 e Mato Grosso aparece em segundo lugar no ranking do desmate, de acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). O monitoramento é feito pela organização não governamental (ONG) paralelamente às estimativas oficiais, calculadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em Mato Grosso, os satélites registraram 30 km² de derrubadas. O estado do Pará aparece em primeiro lugar e registrou novos desmatamentos, com 34 km² a menos de florestas no período (45% do total). Por causa da cobertura de nuvens, os satélites só conseguiram observar 37% da Amazônia Legal em março. O desmate acumulado entre agosto de 2009 e março de 2010 (oito primeiros meses do calendário oficial do desmatamento) já chega a 1 mil km², ante 806 km² do período anterior – aumento de 24%.

A ONG também calcula as emissões de carbono lançadas na atmosfera pelo desmatamento medido no período. Os 76 km² derrubados em março na Amazônia Legal equivalem a 4,7 milhões de toneladas de CO2 (gás carbônico) equivalente – principal gás de efeito estufa.

De acordo com o Imazon, houve aumento das emissões de carbono em proporção maior que o aumento do desmatamento. O dado revela que áreas mais densas da Amazônia estão sendo derrubadas, já que o volume de emissões está diretamente relacionado à quantidade de biomassa e ao carbono estocado nas florestas.

Além do corte raso (desmatamento completo), o Imazon monitora as florestas degradadas – que sofreram intensa exploração, mas não foram completamente desmatadas. Em março, o SAD registrou 220 km² de novas áreas nessa situação.
O Inpe, responsável pelas estimativas oficiais de desmatamento, ainda não divulgou os dados de março do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter).

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