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18 Abr 2014 - 12:04

Agronegócio vê com otimismo escolha de Neri Geller como novo ministro da Agricultura

Representantes de importantes entidades setoriais dizem que escolha alia perfil técnico e político necessários ao cargo

Redação

 O anúncio da escolha do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller (PMDB), como novo ministro da Agricultura agradou as principais lideranças do agronegócio. Para o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, atual coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GVagro), a escolha garante a continuidade das políticas do Mapa, uma vez que Geller foi um articuladores do plano agrícola.

– Neri Geller é produtor rural de um Estado importantíssimo, conhece os temas centrais do agronegócio, como logística, escoamento de safra, clima, seguro. A recomendação dele é muito bem vinda, mostra que o governo escolheu um técnico.Tem solução de continuidade, não precisa ensinar nada a ele – disse Rodrigues.

O conselheiro da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho, disse que a escolha de Geller não foi nenhuma surpresa, tanto pela importância do secretário na atual gestão quanto pelo apoio da Frente Parlamentar Agropecuária ao seu nome para assumir a pasta.

– Nós encontramos o meio termo, ao mesmo tempo que ele é político, é um grande técnico e, mais do que tudo, é um agricultor.

Nei Mânica, presidente da Cotrijal, conta que com Neri Geller no início da semana na abertura da Expodireto, em Não-Me-Toque, quando o secretário de Política Agrícola ainda estava sendo cotado para o Mapa, e torcia pela sua escolha.

– Quem vai ganhar com isso é o Brasil – disse Mânica.

De acordo com Carlos Fávaro, presidente da Aprosoja de Mato Grosso, Estado onde Geller é produtor, o novo ministro já deu diversas demonstrações de habilidade para resolver os problemas da agricultura do Brasil. Sua expectativa é pela manutenção e ampliação das políticas em andamento.

– A gente precisa de agilidade na liberação de novas moléculas, continuidade de programas de apoio à comercialização, melhorar o seguro agrícola e manter os programas do Plano Safra, como apoio à armazenagem – aponta Fávero.

Para o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, lembra que serão apenas 10 meses de gestão, mais um motivo para acolher como positiva a escolha por alguém em condições de dar continuidade às políticas em andamento.

Mesmo sendo o novo ministro produtor de grãos, a escolha não preocupa o setor da pecuária. Para Luis Claudio Paranhos, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), mais importante que diz que isto é a estrutura do Ministério.

– Não há como aceitar que o país, com o agronegócio forte como é, com o potencial de crescimento que tem, não tenha um ministério muito mais importante e fortelecido.

Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), concorda com Paranhos nesse sentido.

– Ele vai fazer um bom trabalho, desde que lhe dêem condições para isso. O problema é quando a gente vê um ministro que depende de outros Ministérios e não tem as condições necessárias para trabalhar – disse Lorenzi.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, é gaúcho e se consolidou como produtor rural em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, onde vive 1984. Ele toma posse na próxima segunda, dia 17, como Ministro da Agricultura no lugar de Antônio Andrade. A mudança faz parte da reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff em seis pastas, em função do ano eleitoral.

Além do Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário também trocará de comando. Miguel Rossetto entra no lugar de Pepe Vargas, ambos do PT. Eduardo Lopes, senador pelo PRB-RJ, assume o Ministério da Pesca, em substituição ao também fluminense Marcelo Crivella.

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