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21 Abr 2014 - 09:50

Sem condição de Trafego: Desenvolvimento do agronegócio no Norte Araguaia está travado pela falta de infraestrutura, estradas estão em péssimas condições

Atoleiros, buracos, falta de acostamento e placas impedem o escoamento da produção e o desenvolvimento da região Norte Araguaia

Agência da Notícia com Redação

 A situação das estradas em Mato Grosso é um entrave para o desenvolvimento econômico e social no Estado. Atoleiros, buracos, falta de acostamento e placas impedem o escoamento da produção, coloca vidas em riscos e causam prejuízos aos produtores de carnes e grãos. Durante a segunda rota do ‘Acrimat em Ação 2014’, a equipe da Associação de Criadores de Mato Grosso flagrou caminhões atolados, veículos acidentados e perdas de produtos em decorrência das más condições das vias.

Em Vila Rica, município localizado a 1.259 km da Capital, o acesso é somente por terra e, tanto as rodovia Federal BR 158 quantos as estradas estaduais não estão adequadas para trafegar. O pecuarista Anísio Vilela Neto revela que o município perde com a falta de atenção das autoridades e que a produção fica prejudicada. “Nem sempre conseguimos retirar o gado das propriedades e, quando conseguimos, o atraso para percorrer o trecho até o frigorífico e os hematomas nos animais por causa das estradas representam prejuízos para o pecuaristas”.

Além disso, Anísio, que é representante regional da Acrimat, conta que recentemente seis propriedades foram vendidas no município para grandes grupos agrícolas, mas que devido aos problemas para escoar a produção, nenhum deles começaram a investir.

E os problemas vão seguindo rodovia abaixo. Em Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) a BR 158, que recentemente foi pavimentada, está esburacada e os carros trafegam com dificuldades. Para o vice-presidente do Sindicato Rural do município, Ivo Cabral, falta planejamento na execução das obras e por isso, em pouco tempo de uso, a estrada fica deteriorada. “Fizeram o asfalto, mas não adequado ao fluxo de veículos. Diariamente temos registros de acidentes, são vidas que estão risco, sem falar no prejuízo financeiro”.

Em Cocalinho (923 km distante da Capital) o isolamento faz com que a população tenha mais ligação com o Estado de Goiás do que com Mato Grosso. Para chegar ao município, a MT 326 não é pavimenta e não há ponte, sendo necessário utilizar uma balsa. Já para ir até Goiânia, são apenas 60 km sem asfalto e uma ponte está sendo construída pelo governo goiano para interligar o Estado ao município. Tadeu Ferreira Barbosa, presidente do Sindicato Rural, fala que 95% dos moradores preferem ir para o Estado vizinho do que para Mato Grosso. “Não me lembro de ter visto algum governador visitar nossa cidade. Nunca fomos assistidos em nossas reivindicações e agora o governo goiano constrói uma ponte para nos tirar do isolamento. Porém, toda nossa produção gera riqueza para Mato Grosso”.

Mais ao Sul, no município de Paranatinga (373 km da Capital), a MT 130 não recebeu nenhum reparo desde o ano passado. O consultor econômico da Acrimat, Amado de Oliveira, descreve que há um ano, quando o Acrimat em Ação passou pela via em 2013, a situação já era precária e que, mesmo após reivindicação da associação ao governo para melhorar as condições da MT, o problema aumentou. “Não só não restauraram o asfalto, como abandonaram de vez. O asfalto praticamente acabou em alguns trechos. Em menos de 10 km vimos dois caminhões tombados por causa de buracos na estrada. Precisamos agir para cobrar uma atitude dos governos municipal, estadual e federal”.

A segunda rota do ‘Acrimat em Ação 2014’ visitou sete municípios da região Nordeste e Sul de Mato Grosso, indo de Vila Rica até Rondonópolis. O projeto percorre as regiões produtoras de proteína vermelha para levar informações técnicas e ouvir as demandas do setor. Este ano, o engenheiro agrônomo José Renato Gonçalves realiza a palestra ‘Eficiência produtiva e econômica na bovinocultura de corte a pasto’.

A partir do dia 24 de abril, a equipe técnica do Acrimat em Ação inicia terceira rota, visitando a região Noroeste e do Arinos, nas cidades de Brasnorte (24), Tabaporã (25), Juara (26), Aripuanã (28), Juruena (29), Castanheira (30) e Juína (02).

Por fim, o Norte do Estado recebe a equipe da Acrimat durante os dias 13 e 23 de maio, tendo início no município de Cotriguaçú (13), Nova Monte Verde (14), Apiacás (15), Alta Floresta (17), Guarantã do Norte (18), Marcelândia (20), Sinop (21), São José do Rio Claro e o encerramento acontece em Cuiabá, no dia 26 de maio.

PARCERIAS

Para realizar o ‘Acrimat em Ação 2014’, a Acrimat contou com a parceria de empresas que acreditam no projeto e na atividade como fonte de renda, oportunidade de emprego e produção de alimentos para o mundo. São elas Dow Agroscience; JBS; BVRio e Trescinco e Ariel.

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