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22 Abr 2014 - 14:52

Policiais militares ameaçam cruzar os braços antes da Copa do Mundo em Cuiabá

A ameaça foi feita por praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) que iniciaram na manhã de hoje (22) um protesto cobrando melhorias salariais

Olhar Direto

 Policiais Militares que atuam em Mato Grosso 'estudam' parar os serviços pouco antes dos jogos do Mundial da Copa do Mundo Fifa como estratégia de pressão contra o governo. A ameaça foi feita por praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) que iniciaram na manhã de hoje (22) um protesto cobrando melhorias salariais, assim como a redução das escalas de serviço, realização de novo concurso público. Pela manhã cerca de 30 policiais – que não estavam em escala de serviço - se reuniram na praça do Ipase, em Várzea Grande. As redes sociais foram amplamente empregadas para garantir a adesão ao movimento.

Os ‘praças’ representam cerca de 4,5 mil policiais. Hoje, o efetivo total da Polícia Militar é de cerca de 6,5 mil policiais (praças e oficiais – que inclui as patentes de tenente, capitães, major, tenente-coronel e coronel).

A informação quanto a um protesto às vésperas da Copa do Mundo foi divulgada pouco depois de um intenso movimento grevista realizado por policiais militares na Bahia, que resultou em destruição e prisões de militares. Em Mato Grosso, as reinvindicações são coordenadas pela Associação dos Praças dos Policiais Militares (ASPRAMAT). É vetada aos membros das instituição militar a realização de movimentos grevistas, porém, a estratégia é avaliada.

“Nós iniciamos essa luta salarial em novembro de 2013, com o movimento dos 50% que previa que um subtenente recebesse metade do salário de um coronel, que repercutiria para toda classe de praças”, explica o cabo PM Elizeu Nascimento. Ele cita que atualmente o salário inicial de um coronel da PM é um pouco mais de R$ 18.300, enquanto o de subtenente é de aproximadamente R$ 5.900. Elizeu também lembra que, de acordo com um estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o salário dos praças em Mato Grosso é o quarto pior do Brasil, enquanto ao dos coronéis é o segundo melhor do país.

Ele destacou que a Assembleia Legislativa aprovou no final de março o Plano de Cargos e Carreiras para a categoria, porém, sem benefícios pecuniários imediatos. “Cheguei a ser recebido pelo governador, mas sem sucesso a nossa solicitação”.

Também representante da Associação, o sargento Gleyton José Resende, defende a legitimidade das cobranças, considerando o esforço diário de cada policial militar. Ele reafirmou ainda que a nova Associação foi criada para garantir um diálogo com o governo do Estado. “Não nos sentíamos representados e por isso a fundação de uma nova Associação”, pontua.

Gleyton afirmou a reportagem que pediu afastamento de suas funções junto a PM para poder atuar. Ele ainda ponderou quanto a necessidade do cumprimento de rigorosas escalas em que policial não possui tempo de descanso.

"O militar, mesmo que esteja de folga, pode ser convocado para ir ao Fórum ser ouvido e não existe a negativa. O militar comparece com seu veículo, no momento em que deveria estar cumprindo sua folga”.

A reportagem do Olhar Direto entrou em contato na manhã de hoje com a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, que participou das reuniões com o Governo do Estado, e informou que somente teve conhecimento do protesto mediante a veiculação em mídias sociais.

A reportagem do Olhar Direto entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado (Secom-MT) e aguarda posicionamento sobre as reinvindicações apresentadas.

 
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