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Notícias / Agronegócio

23 Abr 2014 - 13:59

Glauber questiona rentabilidade da produção brasileira e lamenta enorme aumento de custos no país

Os produtores de soja dos Estados Unidos estão com um custo por hectare de U$ 750, a Argentina com impostos U$ 900 e U$ 300 sem impostos

Agro Olhar

 Produzir nas lavouras brasileiras é uma atividade cada vez mais difícil e mais cara, assim analisa o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira.

Em postagem publicada em seu blog Soja, Glauber questiona a rentabilidade da produção agrícola nacional, especialmente em baixa escala, situação na qual fica difícil obter lucros.

“Os produtores brasileiros vivem em um embate diário com legislações, questões indígenas, ambientais. No Mato Grosso são 680 mil hectares embargados pelo IBAMA retirados da produção. A todo o momento somos surpreendidos com algo novo: suspensão de defensivos, emenda para tributação da soja, um novo formulário que precisa ser preenchido, uma nova licença exigida”, argumenta o presidente da Aprosoja Brasil.

Glauber pontua que os custos para produzir soja no país subiram 100% nos últimos 4 anos, de acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), considerando preços de fertilizantes, defensivos, sementes, mão de obra, operações agrícolas e outros.

Ele compara que quando o Brasil é colocado ao lado de seus competidores, empata em questão de custos apenas com a Argentina, país em que o governo cobra 35% de impostos sobre a produção.

Os produtores de soja dos Estados Unidos estão com um custo por hectare de U$ 750, a Argentina com impostos U$ 900 e U$ 300 sem impostos, o Brasil na média com U$ 900 e Mato Grosso com U$ 1.300, informa Silveira.

“É interessante lembrar, que há dez anos o custo do Brasil era menor que dos EUA e da Argentina, por exemplo, na safra 2003/04 o do Brasil era de U$450, da Argentina U$ 510 e dos EUA U$ 600. Como podemos observar, no Brasil tivemos um crescimento no custo de 100% em dólar nos últimos dez anos, enquanto que nos EUA apenas 25%, isto é um reflexo claro da falta de logística e outras deficiências brasileiras”, explica.

Glauber diz que neste cenário, o aumento de custos está sorrateiramente matando produtores na atividade. “Precisamos de seguro de produção, de renda, segurança jurídica e produtos competitivos para produzir. Caso contrário, o que nos resta é dar a resposta adequada, aquela mais desaforada e presa na garganta de todos”, finaliza o presidente da Aprosoja Brasil.

 
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