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21 Mar 2015 - 10:10

Reforma ou renovação política?

Agência da Noticia com Redação

  Em 2013 as manifestações de rua falaram em muitas demandas, sendo uma delas a ética manifesta em pedidos diretos e em cartazes "fora partidos políticos". No último domingo, ao lado de outras reivindicações, ficou clara e explícita a reforma política. Um dia depois o staff do governo veio a público através da presidente da República, após quatro ministros tentarem e não convencerem que tudo está bem no Brasil.

Ontem a presidente veio a público apresentar um remendado plano de combate à corrupção embutido num longo discurso de austeridade que há décadas não existe mais no Brasil. Ela requentou uma velha conversa sua de todas vezes em que é colocada contra a parede. Mas repetiu velhos discursos históricos que remontam a Getúlio Vargas na década de 1950. Corrupção é mesmo uma terrível herança portuguesa à época conhecida como patrimonialismo, que é a confusão proposital entre os interesses públicos e os interesses privados de quem exerce o poder político. Sempre existiu, mas, convenhamos, piorou muito!

Porém, a corrupção não se combate por si só. Ela decorre de um sistema político historicamente montado no Brasil para ser exatamente patrimonialista. Por isso é necessária a reforma política. É bom recordar um pouco essa montagem para o leitor interpretar com reservas os discursos de ocasião que de agora pra frente vão se intensificar pra impedir o retorno das manifestações de rua no país. Os militares que governaram o Brasil entre 1964 e 1985 modificaram a lei eleitoral em todas as eleições, de modo a não perderem sua maioria parlamentar. Em 1967 extinguiram os partidos políticos criados depois da Constituição federal de 1946 e criaram dois para dar-lhes governabilidade. Dali pra frente todas as eleições tiveram mudanças na lei eleitoral. Depois da Constituição de 1988, continuou acontecendo a mesma coisa.

Em 1997 as coligações, arrebentaram com os partidos políticos, mas criaram um extraordinário ambiente de mandos, desmandos, aproveitamento e de corrupção dentro das estruturas de governos municipais, estaduais e federal. A regra hoje é muito clara: o governo é uma máquina construída pra alimentar partidos políticos, os políticos, os dirigentes partidários e corrompeu a máquina burocrática. Todos esses, por sua vez, redistribuem valores numa escala de interesses que começa no financiador da campanha, passa pelos interesses de obras e serviços e acaba na eleição ou na reeleição de quem comanda o sistema.

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