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15 Abr 2015 - 09:50

Em quem confiamos?

Agência da Noticia com Redação

  No artigo de domingo refiro-me aqui à pesquisa Nossa Casa, do Instituto Vetor Pesquisas. Recebi ontem de Miriam Braga a segunda parte, que trata da confiabilidade dos chefes de família cuiabanos em instituições. Surpreendente como está no ar uma fortíssima percepção de transformações amplas, gerais e irrestritas manifestas na confiabilidade.

As instituições classificadas como de alto grau de credibilidade são, primeiro a família (83%), depois Corpo de Bombeiros (63%). Outras instituições como o Exército tem boa confiança. Os menos acreditados são a imprensa local e o Ministério Público Estadual. As instituições de média credibilidade começam com a imprensa nacional (15%), empresários(13%), e o governo estadual e o judiciário (12%). A polícia tem 9%.
Porém, a sensação de transformações vem mesmo na faixa das instituições com baixo grau de confiabilidade. É um quadro doloroso de fragilidade. Vou citar todos, porque são importantes nos contextos público e social: associação de bairro(7%), prefeitura municipal(4%), governo federal (5%), Assembléia Legislativa(2%), Congresso Nacional (2%), Câmara de Vereadores, políticos e partidos políticos (1%).

A série histórica dessa análise acima, mostra o comparativo desde 1999. As igrejas estão hoje com 40% mas já tiveram 75% de credibilidade em 2000. No mesmo ano a imprensa local teve 75% e hoje só tem 16%. O Ministério Público Estadual teve 39% em 2013 e 17% hoje. A imprensa nacional tinha 44% em 2000 e hoje tem 15%. O governo estadual tinha 20% em 2005 e hoje 12%. As Organizações não-governamentais em 2003 tinham 32% e hoje 10%. O Poder Judiciário teve 28% em 2011 e 12% hoje. A polícia manteve-se confiável ao longo do tempo. A prefeitura de Cuiabá em 2005 tinha 17% e hoje 4%.

O governo federal despencou de 23% em medições anteriores para 4%. A Assembléia Legislativa teve 11% em 2011 e hoje 2%. O Congresso Nacional tinha 15% em 2013 e 2% hoje. A Câmara de Vereadores teve 9% em 2003 e 1% hoje. Os políticos tinha 30% em 2005 e 0,8% em 2015. Os partidos políticos tinham 5% em 2013 e 1% hoje.

Quando se vê as manifestações de rua dos estudantes em 2013 e da sociedade jovem a adulta em 2015, compreende-se o grau de insatisfação e de indignação revelados no grau de confiabilidade do governo federal, estadual e municipal, nos políticos e nos partidos políticos. Leitura clara e cristalina: exaustão do sistema político e da gestão brasileiros.

Onofre Ribeiro

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