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30 Abr 2014 - 14:43 | Atualizado em 30 Abr 2014 - 15:03

Campanha de vacinação em Mato Grosso começa dia 1º de maio

Expectativa é que sejam imunizadas 240 mil cabeças de gado

Mídia News

 No dia 1º de maio será lançada a primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso. A previsão é imunizar 12 milhões e 600 mil cabeças de bovinos e bubalinos de zero a 02 anos até o fim da campanha, no dia 31 de maio, atingindo uma média de 100 mil propriedades rurais no estado. Apesar da imunização começar oficialmente na quinta-feira (1º) os pecuaristas já podem adquirir a vacina. A comercialização pelas lojas agropecuárias começou a ser feita nessa segunda-feira (28).

Todos os anos o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), órgão responsável pela Campanha contra a Febre Aftosa, tem um cuidado especial com a região de fronteira. No último fim de semana, 45 médicos veterinários e técnicos agrícolas passaram por treinamento e já começaram o trabalho de notificação aos pecuaristas para que seja realizado o agendamento da vacinação.

A expectativa é que sejam imunizadas 240 mil cabeças em 700 propriedades rurais na área. “Os produtores que estão a um raio de 15 km da fronteira precisam realizar este agendamento, pois no local é necessário o acompanhamento e a fiscalização por parte dos nossos servidores”, explica a presidente do Indea, Maria Auxiliadora Diniz. O Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa-MT) disponibilizou 70 mil doses de vacinas, doadas por produtores rurais de Mato Grosso, para os bolivianos que possuem pequenas propriedades que estão na linha entre Brasil e Bolívia.

Maria Auxiliadora esclarece que o Indea tem a obrigação de fiscalizar 2% das propriedades rurais do estado. Geralmente os produtores monitorados são os que foram inadimplentes na última etapa não cumprindo com a sua obrigação de vacinação e comunicação e também os que possuem propriedades de risco, que são aquelas localizadas próximas a uma grande aglomeração de pessoas, as vizinhas de assentamentos ou as que se encontram ao redor de propriedades com um grande número de animais confinados.

Mato Grosso é um dos estados com maior índice de vacinação do País, superior a 99% do rebanho, número bem maior do que os 80% exigidos pelas entidades internacionais. A Campanha contra a Febre Aftosa é dividida sempre em duas etapas, sendo que a segunda é realizada no mês de novembro e, ao contrário da primeira, que abrange apenas animais de até 24 meses, engloba bovinos e bubalinos de todas as idades. Os produtores que não cumprirem com a obrigação de vacinar e comunicar seus animais sofrem com penalidades administrativas e financeiras. A multa para quem não cumprir o calendário de vacinação, entre os dias 1º e 31 de maio, é de R$ 260,00 por cabeça. Já a falta de comunicação de dados, que deverá ser feita até o dia 10 de junho, resulta na pena de 30 dias de suspensão de movimentação de animais, ficando proibido de tirar o documento sanitário para comercializar o rebanho. Segundo Maria Auxiliadora, somente a região do Pantanal fica livre da obrigação de vacinar o rebanho nesta primeira etapa, sendo que apenas quem for movimentar o animal é obrigado a fazê-lo.

Monitoramento

O Indea monitora as lojas agropecuárias que são autorizadas a comercializar as vacinas, certificando que os estabelecimentos mantenham condições necessárias de armazenamento e qualidade do produto . Maria Auxiliadora explica que é papel do Estado controlar a qualidade da vacina adquirida pelo produtor e que o cadastro dos estabelecimentos são renovados anualmente. O Instituto possui um sistema interligado a estas lojas agropecuárias com objetivo de facilitar a vida do pecuarista. Assim que a compra é efetuada a nota fiscal já cai no sistema, o que simplifica a atualização cadastral e a fiscalização. Também conta com o mecanismo online de acesso ao cadastro, dando possibilidade ao proprietário de fazer a comunicação em qualquer município de Mato Grosso.

Para este ano são desenvolvidos mais dois trabalhos para verificar a eficiência da vacinação, por meio da sorologia. Estes mecanismos de controle são feitos com recursos do Ministério da Agricultura e do governo estadual e fazem parte das exigências de órgãos internacionais para saber se o animal está realmente livre da febre aftosa.

 
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