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16 Mai 2014 - 09:54 | Atualizado em 16 Mai 2014 - 09:59

Governo e PM não chegam a acordo; greve não é descartada

Mídia News

 Um conflito de números relacionados à tabela salarial impediu qualquer avanço nas negociações entre entidades vinculadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros com o governador Silval Barbosa (PMDB).

Representantes da PM e dos Bombeiros se reuniram, no fim da tarde de quinta-feira (15), no Palácio Paiaguás, para discutirem sobre as reivindicações das duas categorias.

De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso (Assof/MT), major Vanderson Nunes de Siqueira, o conflito com a equipe técnica do Governo impediu qualquer avanço nas conversas.

“O Governo acha que, neste momento, a reestruturação de carreira que pedimos é inviável. Mas nos conseguimos apresentar para equipe técnica que isso é o mínimo que o Governo pode fazer pela Polícia e pelo Corpo de Bombeiros. Acredito que o Governo vai ser sensível”, disse o oficial.

Entre as reivindicações, PMs e bombeiros querem reestruturação salarial e pagamento de benefícios, como adicional noturno e insalubridade. "Temos exemplos de outros estados em que ocorreu o aquartelamento, como em Pernambuco. Acho que tanto o Estado quanto à sociedade têm que ser sensíveis com as causas da Polícia"

“Existe uma tabela, existem valores que a categoria já aprovou em assembleia, e nós pretendemos que esses números sejam levados a efeito”, afirmou o major, após a reunião com o governador.

Com o impasse, Silval determinou que as associações, que reivindicam aumento salarial de até 40%, se reúnam na próxima quarta-feira (21) com a equipe técnica do Governo para que sejam confrontados os números de ambos os lados.

Siqueira garantiu que, mesmo com a insatisfação, toda a tropa está trabalhando. No entanto, não descarta a possibilidade de um aquartelamento em Cuiabá, às vésperas da realização dos quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, na Arena Pantanal.

“Nós vamos utilizar de todos os meios legais para fazer valer as nossas reivindicações. Realmente, existe uma agitação no seio da tropa, mas vamos aguardar até quarta para trabalhar essa questão dos números com a equipe técnica para, então, tomarmos algumas deliberações”, explicou.

Mesmo sabendo que a greve é proibida, de acordo com o estatuto da PM, que prevê a demissão, Siqueira afirmou não temer as consequências e que busca apenas o que é de direito da categoria.

“Temos exemplos de outros estados em que ocorreu o aquartelamento, como em Pernambuco. Acho que tanto o Estado quanto à sociedade têm que ser sensível com as causas da Polícia, pois estamos nos sacrificando e trabalhando em parceria com o Governo. Então, tem que fazer esse esforço para contemplar a categoria”, desabafou.

Limites

Mesmo com a falta de resultados da reunião, o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, se mostrou satisfeito com o encontro.

“O governo abriu diálogo, abriu a negociação, eles apresentaram uma proposta e vamos analisar os impactos que isso vai gerar na folha de pagamento”, disse.

De acordo com Nadaf, a proposta de reestruturação só será aceita caso esteja dentro dos limites de utilização de recursos com pagamento salarial.

“Vamos analisar os impactos, porque a partir do período eleitoral não podemos dar aumento. O que eles estão pedindo é uma reestruturação da categoria, então vamos estudar essas acomodações como melhorias salariais para algumas categorias da Polícia”, completou Nadaf.

Sem investimentos

O encontro entre militares e o Governo contou com a intermediação dos deputados estaduais. O deputado José Riva (PSD) criticou a falta de investimentos da União na política de segurança pública de Mato Grosso.

Segundo Riva, a reunião foi positiva em função de proporcionar o diálogo entre Governo do Estado e militares.

Também lembrou que apesar da União destinar 250 agentes da Força Nacional de Segurança para a Copa do Mundo no Estado, o Governo Federal sempre foi ausente quanto à segurança. "As conversas foram abertas, os militares apresentaram proposta, houve confronto entre os números e apesar dos avanços reconhecidos pela categoria ao longo dessa gestão, existe o sentimento de que podemos mais"

“As conversas foram abertas, os militares apresentaram proposta, houve confronto entre os números e apesar dos avanços reconhecidos pela categoria ao longo dessa gestão, existe o sentimento de que podemos mais. Quanto à vinda da Força Nacional, talvez o Governo Federal queira nos ajudar, vale salientar que sempre foram ausentes nessa política de segurança, a PEC 300 não é votada no Congresso Nacional em função da União não assumir a diferença. A política de segurança pública precisa ser compartilhada e a União precisa participar e investir mais, pois muitas vezes os recursos não chegam para a área da fronteira, o Estado não pode responder sozinho pela política de segurança”, criticou Riva.

O encontro aconteceu em função da manifestação ocorrida na última terça-feira (13), onde cerca de mil praças e oficiais estiveram na Assembleia Legislativa pedindo apoio dos deputados para a reestruturação salarial da categoria.

 
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