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21 Mai 2014 - 16:48

Palácio do Planalto avalia que ação contra Silval é "retaliação"

Jornal diz que candidato da oposição em MT, Pedro Taques (PDT), também pode ser atingido

Agência da Notícia com Redação

 O Palácio do Planalto considerou como "retaliação" da Polícia Federal as ações que atingiram o governador Silval Barbosa (PMDB) e o deputado estadual José Riva (PSD), na terça-feira (20), durante a execução de mais uma etapa da Operação Ararath.

Reportagem do site do jornal O Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira (21), diz que a suposta retaliação ocorreria em função de uma "disputa de poder" entre os policiais federais e o Ministério da Justiça.

"A operação atingiu em cheio partidos aliados do Governo, como o PMDB do vice-presidente Michel Temer, o PSD de Gilberto Kassab e o próprio senador Blairo Maggi (PR-MT), muito próximo de Dilma", diz a reportagem.

O site avalia ainda que o pré-candidato da oposição ao Governo de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), também pode ser atingido pela operação, considerado que o principal financiador de campanha do senador, Fernando Mendonça, é um dos principais alvos da PF.

Leia abaixo a íntegra da reportagem do Estadão ou clique AQUI:

Operação da Polícia Federal no Mato Grosso é 'retaliação', avalia Planalto

TÂNIA MONTEIRO
O ESTADO DE S. PAULO

As ações da Polícia Federal que atingiram nesta terça-feira, 20, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), e o deputado estadual José Riva (PSD), foram consideradas pelo Palácio do Planalto uma retaliação da PF ao governo devido a uma disputa de poder entre os policiais e o Ministério da Justiça.

A avaliação já existia quando foi desencadeada a Operação Lava a Jato, e o governo entendeu que a insistência em vazar informações especialmente do deputado petista André Vargas e do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, tinham a ver com esta disputa e que era uma atitude "orquestrada".

A avaliação se repetiu neste caso, uma vez que a operação atingiu em cheio partidos aliados do governo, como o PMDB do vice-presidente Michel Temer, o PSD de Gilberto Kassab e o próprio senador Blairo Maggi (PR-MT), muito próximo de Dilma.

O próprio Silval Barbosa esteve anteontem no Planalto e foi cumprimentado por Dilma, na cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2014-2015.

A operação tem ainda efeitos diretos sobre a política local, uma vez que Silval tem três pré-candidatos de sua base ao Governo do Estado: o vice-governador Chico Daltro (PSD), o ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB) e o ex-vereador em Cuiabá Lúdio Cabral (PT).

O pré-candidato da oposição, Pedro Taques (PDT-MT), também pode ser atingido, pois seu principal financiador de campanha, o empresários Fernando Mendonça, foi alvo de busca e apreensão em sua residência em outra fase da operação.

 
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