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26 Mai 2014 - 15:05

Riva acusa procuradora do MPF de agir “maliciosamente”

Deputado estadual diz nunca se furtou de dar informações a PF

Mídia News

 O deputado estadual José Riva (PSD) acusou a procurada do Ministério Público Federal, Vanessa Christina Zago Scarmagnani, que atua em Cuiabá, de agir “maliciosamente” para induzir o Supremo Tribunal Federal (STF) a erro, ao decratar sua prisão preventiva, na última terça-feira (20).

Riva afirmou ter convicção de que a procuradora distorceu os fatos contidos no pedido de prisão, ao afirmar ao STF que ele estaria afastado do mandato de deputado.
Ao revogar a prisão, o ministro Dias Toffoli citou que "foi levado a concluir" que Riva, de fato, estivesse sem mandato (leia mais AQUI).

"Eu estou convicto de que as informações da procuradora Vanessa foram maliciosamente distorcidas. Estou convicto. Não tenho dúvidas de que foram maliciosamente distorcidas para me prejudicar. A motivação política aqui é flagrante. Não tenho dúvidas disso", afirmou.

O parlamentar também afirmou que a atitude da procuradora é "suspeita" e questionou a quem ela gostaria de prejudicar.

"Vou dizer mais: é suspeita a postura da procuradora Vanessa. Suspeita. Não sei quem ela quer beneficiar, quem ela quer prejudicar. Ela sugeriu ao procurador geral da República que pedisse minha prisão através de fatos distorcidos, criados ou omitidos, fatos que foram imprescindíveis na análise do ministro".

As declarações foram feitas na manhã desta segunda-feira (26) durante coletiva à imprensa na Capital.

O parlamentar também ressaltou que nunca se furtou de prestar esclarecimentos ou informações para a Polícia Federal.

“As informações foram maliciosamente distorcidas para me prejudicar”.

Riva completou que sua prisão foi feita de forma “sórdida” e que expôs sua família.

"É flagrante que foi uma ação política. Minha família foi exposta de forma covarde, mas a decisão do ministro me conforta", completou.



Pedro Taques

O parlamentar também negou durante a coletiva que tenha qualquer envolvimento com dinheiro público e disse não entender o porquê de alguns nomes citados não serem divulgados na imprensa.

A respeito da delação premiada do empresário Júnior Mendonça, considerado o epicentro da Operação Ararath,Riva disse que trata-se de uma articulação do senador e pré-candidato ao Governo do Estado Pedro Taques (PDT), juntamente com o ex-senador Antero Paes de Barros.

"Eles se reuniram com Fernando Mendonça [empresário e maior doador de campanha de Taques em 2010] e Júnior Mendonça para me prejudicar".
“A motivação política é tamanha que de forma sórdida me denunciaram de tirar vantagem do VLT. Se cada luta minha virar processo, não serão mais 100, serão mais de mil”, afirmou Riva, referindo-se aos mais de 100 processos contra ele.

A prisão

O deputado José Riva foi preso no último dia 20 de maio, durante a fase cinco da Operação Ararath, da Polícia Federal. O ex-secretário de Estado de Fazenda Eder Moraes também foi preso durante a ação. Ambos foram levados ao Complexo Penitenciário da Papuda.

A decisão foi do ministro do STF Dias Toffoli, que, na sexta-feira (23) revogou a prisão do parlamentar, com a justificativa de ter sido induzido ao erro.

Outro lado

O Ministério Público Federal foi procurado pela reportagem e informou que, apesar de se tratar de acusações pessoais a uma procuradora do órgão, o assunto é visto de forma institucional, mas quem deverá se posicionar é a Procuradoria Geral da República (instância máxima do MPF, em Brasília).

A PGR, por sua vez, informou ao site que poderá se posicionar ainda hoje sobre o assunto.

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